Como organizar as chaves no condomínio?

Organizar as chaves do condomínio é essencial, especialmente em situações emergenciais em que as chaves devem ser encontradas com facilidade. Veja nossas dicas.

Como sabemos, organização é característica imprescindível para os síndicos. Objetivando ajudar nesta tarefa, este artigo vai abordar o tema chaves no condomínio. Tudo começa pela distinção entre o que são chaves do condomínio e chaves dos moradores. Mas vai muito além disso.

Confira nossas dicas de organização no condomínio.

Chaves na portaria do condomínio: Um perigo que muitos não se dão conta

Muitos moradores têm o hábito de deixar suas chaves na portaria do condomínio. Seja porque vão apenas dar uma caminhada ou devido a uma viagem mais longa. Há ainda quem as deixe pra entrada de diaristas e outros prestadores de serviços.

O síndico deve ser firme quanto aos cuidados que este assunto exige. As razões pra que isso não ocorra são várias e não se trata de desconfiança em relação aos porteiros ou zeladores. A prática não é recomendada em situação alguma porque compromete a segurança. Afinal, condomínio não é hotel, pousada ou hostel, certo?

Deixar as chaves na portaria do condomínio fere uma questão administrativa. É uma vulnerabilidade porque os funcionários da portaria têm muitas outras obrigações e responsabilidades. Eles não podem e nem devem perder tempo, colocando suas atenções aos cuidados das chaves dos condôminos.

No caso das diaristas, o síndico deve orientar o morador no seguinte sentido: quando ele contrata este tipo de serviço pra ser realizado dentro de sua casa, precisa confiar 100% no profissional escolhido. Diante disso, uma cópia da chave deve ficar em poder da diarista. Deve, ainda, pedir que ele avise a portaria sobre os dias e horários que a pessoa tem autorização para entrar no prédio e no apartamento em questão. Para proteção dele mesmo e de toda a comunidade condominial.

Veja agora mais dicas de organização no condomínio

Zelador não é corretor

Atente-se, ainda para os casos em que proprietários de apartamentos no seu condomínio querem deixar a chave de suas unidades na portaria porque estão querendo vender ou alugar seus imóveis. Esta é outra situação que permite a entrada de desconhecidos no condomínio 24 horas por dia.

Pense na seguinte situação.

Um condômino entrega as chaves do seu apartamento ao porteiro pedindo para entregá-las a um corretor. Este recebe as chaves e ao mostrar para algum interessado, ocorre um dano ao imóvel. Neste caso, o morador não tem direito de exigir reparação. É complicado e melhor evitar.

Ou o condômino entrega as chaves ao zelador e o orienta a só entregar para a esposa que chegará mais tarde. Por engano, o funcionário passa para um estranho que entra e rouba objetos de valor. Se acionado judicialmente, o zelador pode ter que indenizar o condômino. É muita dor de cabeça.

Responsabilidade jurídica

Você sabia que no caso de ocorrências como furtos, danos no imóvel e entrada de pessoas não autorizadas, a responsabilidade jurídica pelo problema também é do condomínio?

Se houver furto ou dano e provas de que o fato estava relacionado a uma ação do porteiro ou zelador que naquele momento tinha o poder das chaves, o condomínio pode ser responsabilizado nos termos do artigo 86 e 927 do Código Civil.

Organização das chaves no condomínio ordena o dia a dia

Falamos bastante do aspecto segurança.

Mas as dicas de organização no condomínio também são fundamentais para que o síndico organize o dia a dia do condomínio, garanta agilidade, acesso às áreas comuns do prédio e também aos locais mais restritos.

Por exemplo, quem fica com as chaves da área da piscina, salão de jogos, espaço de garagens, casa das máquinas, áreas de caixas d’água, de churrasqueiras e de antenas coletivas?

Estas sim podem ficar a cargo dos funcionários do edifício.

E é bem importante que os conselheiros, administradora e empresa de segurança também tenham ciência dos locais para agir em casos de emergência.

O síndico deve garantir, ainda, que a organização das chaves no condomínio respeite o regimento interno se este abordar o assunto.

Fonte: Tudo Condo

Exercícios no prédio: dicas para play, garagem e áreas comuns

Durante a pandemia, deve-se seguir o regulamento do condomínio e as orientações das autoridades de como agir antes, durante e depois das atividades

Nesse período há muitas formas para manter-se ativo dentro de casa. Entretanto, quem mora em prédio muitas vezes considera a prática ao ar livre, sendo essencial seguir as recomendações do condomínio e das autoridades locais. Para entender como e quando usar esses espaços, o EU Atleta conversou com médico consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e com professor conselheiro do Conselho Federal de Educação Física (Confef).

O que considerar para praticar exercícios em áreas comuns:

-Regulamento do condomínio. É preciso saber se o uso desses espaços está liberado;

-Recomendações das autoridades públicas e de saúde locais, bem como da legislação vigente, para esses tempos de pandemia na sua cidade e estado;

-Custo-benefício de frequentar esses espaços. Por exemplo, se apresenta alguma condição que é fator de risco para agravamento da Covid-19, como doenças cardiovasculares, diabetes, asma, tabagismo, obesidade e idade acima dos 60 anos, é preciso pensar bem antes de tomar essa decisão;

-Tipo de exercício. Atividades como ginástica localizada, entre outras possíveis de serem realizadas em casa, devem ser praticadas na segurança do seu lar. Em áreas como playground e terraço do prédio, quando possível frequentar esses espaços, vale realizar exercícios como caminhada, corrida e pedaladas.

Conforme explica o médico infectologista Alexandre Naime Barbosa, da SBI, o primeiro passo para saber se é possível ou não utilizar playgrounds e terraços para a prática de atividades físicas é informar-se sobre o que determina o regulamento do condomínio para esses tempos de pandemia, que precisa estar em sintonia com o que recomendam as autoridades públicas locais. O morador deve saber se em seu prédio está permitido ou não frequentar esses ambientes. Ainda assim, é imprescindível estar a par também do que recomendam as autoridades públicas e de saúde locais baseadas na situação epidemiológica da doença. Professor doutor e infectologista da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Barbosa comenta que em cidades com grande transmissão da Covid-19, altos números de casos e óbitos, deve-se sair de casa apenas para realizar atividades essenciais, o que não inclui exercícios físicos no play ou terraço.

– Em uma situação epidemiologicamente importante, como das cidades de São Paulo, Manaus, Belém e Rio de Janeiro (neste mês de junho), realmente não dá para imaginar que se use essas áreas comuns, ainda que se tome os cuidados de uso de máscara e higienização de onde porventura se coloca a mão. Por mais que você adote essas medidas de prevenção, elas não são 100% efetivas. Elas vão diminuir muito o risco, mas não vão eliminá-lo. Então, não cabe esse tipo de flexibilização, visto que a situação epidemiológica não permite atividades não essenciais. Agora, em cidades onde os condomínios visualizem que a situação epidemiológica não está ruim como, por exemplo, no extremo oeste do estado de São Paulo, tomando esses devidos cuidados pode haver a possibilidade de flexibilizar. Mas, é lógico, cada situação tem que ser bem individualizada, respeitando não só a regulamentação de cada condomínio, mas também a legislação local. Tudo tem que ser bem articulado – analisa o infectologista.

O médico consultor da SBI lembra que, nas áreas comuns dos prédios, o vírus pode ser transmitido de duas formas. Uma delas é a transmissão respiratória, quando as pessoas ficam muito próximas e falam, espirram e tossem. A outra é por meio das gotículas que são depositadas nas superfícies em que as pessoas colocam as mãos, que depois são levadas às mucosas do olho, boca ou nariz. Portanto, caso haja autorização para fazer uso de áreas comuns do prédio como playgrounds e terraços, o indivíduo deve ponderar se vale utilizar esses espaços adotando todas as medidas possíveis para a prevenção de infecção pelo SARS-Cov-2. Além disso, é importante saber se há casos no prédio.

– Tem que pesar a relação custo-benefício, se você tem comorbidades e, principalmente, a situação epidemiológica local – enfatiza Barbosa, evidenciando ainda que, durante a pandemia de Covid-19 é essencial que as pessoas tenham bom senso, uma vez que já sabem como podem se prevenir, incluindo durante a prática de atividades físicas.

Profissional de educação física, o conselheiro federal do Confef Marcelo Ferreira Miranda também reforça a importância de considerar o perfil epidemiológico da doença na cidade e o risco de colapso do sistema de saúde, além do regulamento do condomínio sobre uso de áreas comuns. Essas medidas são primordiais. Contudo, outros critérios devem ser levados em conta. Miranda, que é especialista em treinamento desportivo pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais e mestre em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), recomenda, por exemplo, usar esses espaços para atividades aeróbias, como corridas, caminhadas e pedaladas. Exercícios de ginástica localizada, por exemplo, devem ser realizados em casa, já que exigem contato do corpo com o solo e apoio em paredes ou outras superfícies, o que aumentaria a possibilidade de contágio.

– É muito difícil fazer esses exercícios (de ginástica) sem se deitar no chão ou se apoiar. Quando possível, as pessoas devem sair de casa para a prática do exercício aeróbio, que é muito importante para o sistema imunológico, e podem ser oportunidade para pegar um sol, até pensando na síntese de vitamina D – orienta o profissional de Educação Física.

Presidente da Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul, Miranda acrescenta que é preciso manter-se ativo fisicamente durante o distanciamento social, que não pode ser uma justificativa para o sedentarismo. As atividades físicas são essenciais para a prevenção e controle de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, e são grandes aliadas também da saúde mental, que pode ser comprometida durante esse momento de reclusão. Por isso, quando há a possibilidade realizar exercícios nas áreas comuns do prédio com segurança, beneficia-se o corpo e a mente.

– Ficar recluso dentro de casa pode ser muito ruim para a saúde mental. Há um agravamento dos quadros de depressão e síndrome do pânico em função desse isolamento. A depressão, por exemplo, é considerada um dos principais males atuais e essa fase que vivemos, além da tensão pelo risco de contaminação, mas também pela necessidade de isolamento, agravarão os índices da doença. Com muita responsabilidade e sem aglomeração, a pessoa precisa fazer atividade física, inclusive sob o sol. É preciso ter cuidado com essas doenças psicossomáticas que esse período de isolamento certamente provocará – analisa o profissional de Educação Física, lembrando ser importante que as pessoas adaptem-se a essa nova realidade imposta pela circulação do novo coronavírus, uma vez que, por um bom tempo, nada será como antes.

Dicas para se exercitar no prédio

Quando permitido frequentar playground ou terraço para praticar exercícios, é preciso saber como se portar nesses ambientes. Por isso, a seguir, o EU Atleta lista algumas recomendações preparadas com o apoio do médico infectologista e do profissional de Educação Física. Essas dicas ajudarão a reduzir as chances de contato com o novo coronavírus e agentes infecciosos em geral.

Antes

-Primeiramente, certifique-se de que o seu prédio libera a utilização de playgrounds, terraços e outras área comuns, como jardins e quadras de esporte, para prática de atividades físicas durante a pandemia. Considere ainda o que as autoridades recomendam para a sua cidade, considerando a situação epidemiológica da Covid-19 e a capacidade do sistema de saúde local;

-Informe-se para saber se, no seu condomínio, há algum sistema de rodízio para organizar a utilização de plays e terraços. Caso no seu edifício não haja essa orientação mas o uso desses espaços seja permitido, procure praticar os seus exercícios em horários em que não haverá muita chance de encontrar com outros moradores, como de manhã bem cedinho;

-Se seu condomínio conta com academia, vale um alerta especial, já que trata-se de uma área comum. É essencial ponderar bastante sobre o uso desses ambientes, ainda que esteja permitido e haja sistema de rodízio para os moradores. Prefira realizar os exercícios em casa, dependendo da situação da doença na sua cidade e do seu quadro de saúde e das pessoas que vivem com você. Afinal, nesse ambiente haverá mais risco de contato com o vírus, considerando que são compartilhados equipamentos e que o contato com superfícies que possam estar contaminadas é muito alto. Além disso, como o vírus é transmitido por gotículas, se outras pessoas estiverem na academia no mesmo momento que você, o espaço deve estar o mais ventilado e aberto possível. Por isso, tenha muito bom senso.

-Optando por usar a academia, mesmo que sozinho, reforce os cuidados com higienização das mãos e dos materiais antes e depois de utilizá-los, seja usando álcool em gel ou solução com 50 ml de água sanitária para um litro de água;

-Não se esqueça: se for usar áreas como playground e terraço, faça atividades que não conseguiria realizar no espaço do seu lar, como caminhadas, corridas e até pedaladas. Exercícios que demandem deitar no chão ou apoiar-se devem ser realizados em casa;

-Lembre de que caminhadas são atividades seguras, benéficas e sem restrição até para quem está sedentário. Mas se você está em um nível mais avançado, consulte um profissional de Educação Física para planejar um treino adequado para o seu condicionamento físico. Recorra a esse educador ainda caso tenha alguma patologia que requeira atenção e uma individualização do exercício. Durante a pandemia, muitos profissionais de Educação Física prestam atendimento on-line, inclusive;

-Jamais utilize esses espaços comuns do prédio caso apresente sinais gripais, como tosse, espirro e febre. Fique em casa para evitar infectar outras pessoas.

Durante

-Ainda que no seu condomínio haja um sistema de rodízio para frequentar áreas comuns ou que você opte por realizar as atividades em horários em que esses espaços tendem a estar vazios, não se esqueça da máscara. Esse acessório deve ser utilizado quando se tem contato com pessoas que não vivem no seu ambiente domiciliar, principalmente a uma distância menor do que dois metros. Trata-se de uma medida de segurança para você e o próximo, já que não dá para ter total certeza de que não acabará encontrando com outro morador, incluindo no deslocamento para o play.

-Não se preocupe, pois os modelos cirúrgicos ou de pano não diminuem a oxigenação. No entanto, demandam um esforço maior para inspirar, o que pode ser desconfortável para algumas pessoas, se o exercício for intenso ou até que já se esteja adaptado ao seu uso. Nesse caso, é preciso diminuir a intensidade da atividade, em vez de retirá-la. Por outro lado, como a pessoa precisa se esforçar mais para puxar o ar, as máscaras podem ser uma sobrecarga positiva para o sistema respiratório, estimulando a capacidade pulmonar. Não é à toa que são usadas em treinamentos desportivos de atletas para desenvolver uma força de inspiração maior, como para simular situação de altitude;

-Em garagens, verifique também a circulação de ar, para não inspirar muito monóxido de carbono;

-Use álcool em gel 70% para higienizar as mãos. Ainda assim, evite tocar as mucosas de olho, nariz e boca. Mas, atenção, se as mãos estiverem com sujeira, é preciso lavá-las com água e sabão;

-Conte sempre com uma garrafa de água e toalhinha individual durante a prática da sua atividade física.

Depois

-Ao retornar ao seu apartamento, retire os calçados, evitando andar com eles pela casa, e coloque a roupa para lavar. Em seguida, lave as mãos com água e sabão por 20 segundos, para não correr o risco de colocá-las nos olhos, nariz ou na boca e acabar se contaminando. Na sequência, tome um banho.

Vale lembrar que o SARS-Cov-2 pode ficar por algumas horas e até dias determinadas superfícies, mas não dura para sempre fora do corpo humano. Então, se você retirar roupas e calçados, deixando-os em um local onde não haverá contato, lavar as mãos adequadamente e tomar um banho, não haverá problemas de se contaminar com o novo coronavírus ou outros agentes infecciosos que possam estar nesses acessórios.

Fonte: Globo Esporte

A importância do porteiro no condomínio

 

Hoje comemoramos o dia dos porteiros: parceiros da nossa rotina, são fundamentais para o bom funcionamento dos condomínios, ajudam a manter o dia a dia agradável e são reconhecidos como o “cartão de visitas” do local.

 

Segundo o site Síndico Net, as funções principais dos profissionais são:



Controle de acesso de visitante

  • Interfona para unidade indicada, autorizando ou não a entrada;
  • Deve manter-se dentro da portaria, utilizando o porteiro eletrônico para comunicar-se com quem esteja do lado de fora. Mesmo chamado, não deve sair da guarita;
  • Caso haja dúvida sobre quem é, o porteiro solicita que o morador venha o identificar visualmente;
  • Durante esse período, o visitante deve esperar do lado de fora;
  • Não deve colaborar com a entrada de visitantes regulares sem checar autorização com o morador.

 

Recebimento de encomendas

  • Em entrega de comida, interfona para o morador retirar seu pedido na portaria, evitando a entrada de estranhos;
  • Para os Correios, alguém da unidade é chamado para retirar o pacote e assinar o recibo. Caso não haja ninguém na unidade, o porteiro pode receber o volume;
  • Em alguns casos, ao final do turno, o profissional entrega os recebidos nas unidades – mas isso depende de cada local.

 

Prestadores de serviço/Concessionárias

 

  • O porteiro é responsável por deixar entrar funcionários de empresas após certificar-se que houve pedido por parte dos moradores. Caso haja dúvida, deve recorrer ao zelador;
  • Após isso, pode-se ligar para a empresa para saber se são realmente funcionários;
  • Quando o interessado disser ser funcionário de concessionária, pode-se ligar para a administradora. A empresa colabora dizendo se houve algum pedido de verificação ou de manutenção;
  • Após deixar o profissional entrar, realizar registro com o nome completo e dados da pessoa;
  • Em caso de obras no condomínio, deve-se deixar entrar os funcionários apontados e autorizados pela prestadora de serviços. Caso haja algum tipo de remanejamento, o zelador, o síndico e o porteiro devem ser avisados pela empreiteira.

 

 

Relação com os moradores

 

  • O profissional deve manter um relacionamento cordial e simpático com os moradores, evitando a todo custo deixar a portaria desassistida;
  • Deve colaborar para o cumprimento do regulamento interno;
  • Deve alertar o zelador e o síndico sobre irregularidades ocorridas durante o seu horário de trabalho.

 

Cotidiano do porteiro

 

  • Estar com o uniforme bem-passado, com a barba e o cabelo cortado, passando uma ideia de higiene;
  • Não manter conversas com demais funcionários na portaria ou em áreas comuns por tempo demasiado;
  • Não comentar, fora do local de trabalho, sobre o seu cotidiano no local;
  • Manter portões e demais acessos ao condomínio fechados em horários de recolhimento de lixo e limpeza das ruas.

 

Para trabalhar melhor

 

  • Portaria blindada ou com boas condições de trabalho (bem ventilada e com um mínimo de espaço);
  • Linha telefônica na portaria;
  • Reciclagem a cada seis meses, para manter atualizado;
  • Conhecer bem os procedimentos do condomínio (síndico e zelador devem colaborar ao explicar bem as regras para o funcionário);
  • Números de telefone de emergência, como polícia, bombeiros, administradora, síndico, zelador, delegacia mais próxima, empresa responsável pela manutenção dos elevadores; 

 

Não pedir ao porteiro que…

 

  • Descumpra as regras do condomínio;
  • Carregue sacolas de compras;
  • Manobre carros na garagem;
  • “Fique de olho” nas crianças;
  • “Sempre libere tal pessoa”;
  • Guarde chaves das unidades ou de automóveis na portaria.

 

Em meio à pandemia, esses profissionais continuam nos ajudando a manter o condomínio em ordem, tomando todos os cuidados necessários. A Quatro Marias deseja a todos, um Feliz dia do Porteiro! 

 

Coronavírus: síndico instala pia na entrada de prédio para ajudar vizinhos idosos

Tão logo foram anunciados os primeiros casos do novo coronavírus no Brasil, o empresário espanhol Eduardo Valdez, radicado na Bahia há mais de 20 anos, correu para o abraço. Não literalmente, claro, afinal o distanciamento social já era, e continua sendo, uma das principais recomendações das autoridades médicas de todo o mundo para controlar o avanço da pandemia. O abraço veio em forma de ações preventivas para proteger os moradores do condomínio em que mora, o Edifício Pedra do Sol, no Largo da Vitória, onde exerce a função de síndico.

 

O edifício de nove andares, datado dos anos 1970, reúne, em sua maioria, pessoas idosas, público esse, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é um dos mais vulneráveis às complicações caso seja infectados pelo vírus. “Estava acompanhando a situação na Itália e, sobretudo, na Espanha, o meu país, onde a curva cresceu muito rápido, e pensei: preciso agir rápido para, pelo menos, proteger a minha família e os meus vizinhos”, conta.

 

Como não podia convocar uma reunião de condomínio emergencial, o síndico decidiu telefonar para todos os apartamentos e falar com cada um dos moradores para sugerir ações e ouvir sugestões sobre as medidas que planejava tomar para evitar a transmissão da doença. “A receptividade foi boa, então me empolguei”, brinca.

 

A primeira providência foi conversar com os funcionários do prédio para conscientizá-los da situação e pedir o apoio deles. Daí, o síndico partiu para examinar a planta do prédio para saber onde poderia instalar duas pias para a lavagem das mãos. Assim o fez. Uma na portaria e outra na garagem. “Colocamos tubulação externa para não quebrar paredes, afinal, isso é temporário e, além de reduzir custos, exigiria menos tempo para execução. Afinal, a situação era emergencial”, explica.

 

Instaladas as pias, foram colocados, em cada um dos pontos de água, suportes plásticos para sabão e toalhas de papel para que as pessoas pudessem lavar e secar as mãos. Ao lado de cada um dos equipamentos foram fixados cartazes com instruções para a lavagem das mãos e orientações de pegar a toalha de papel para usar no botão e porta dos elevadores, evitando tocar nessas áreas sem proteção.

 

Da pia até os elevadores, o síndico marcou o piso traçando o caminho para que as pessoas seguissem a trilha obedecendo as áreas demarcadas que ele classificou, e escreveu no chão, área limpa e área suja.

Mas a cautela não parou por aí. Ao lado de cada um dos pontos de lavagem, o síndico colocou no chão umas bandejas com água e solução com uma solução química (água sanitária) para que as pessoas limpassem os sapatos antes de subirem para os seus andares.  “Para evitar levar o vírus para cima”, justifica.

 

Eduardo Valdez achava que isso estava de bom tamanho, mas as notícias chegavam o tempo todo e, a cada momento, surgiam novas formas de se infectar, como por exemplo, através das compras que os moradores traziam para casa. “Precisava agir também nessa frente”.

 

A solução encontrada foi colocar uma mesa na portaria e outra na garagem onde instalou cestos com sacos plásticos, para que as pessoas pudessem transferir as compras e descartar ali as embalagens vindas dos mercados. Dali, os itens são transportados nos cestos higienizados para seus apartamentos com a orientação de que lá em cima serem higienizados antes de serem guardados. Após isso, os moradores devolvem os cestos nos elevadores e os porteiros recolhem, higienizam e recolocam na mesa para o próximo que chegar. No total, o condomínio investiu cerca de R$ 1 mil nas iniciativas.

 

Aprovação

As iniciativas do síndico vêm sendo aplaudidas pelos moradores. “Uma das primeiras atitudes bacanas que Eduardo fez foi ligar para todos os moradores e perguntar se tínhamos álcool em gel para doar para o condomínio, visto que ele não estava encontrando para comprar. Depois, foi implementando outras ações para proteger os moradores, especialmente os idosos, como minha mãe que tem mais de 80 anos. A gente só tem que aplaudir atitudes como essa, de quem pensa no coletivo”, diz a administradora de empresas Suzana Viana, moradora do prédio há mais de 30 anos.

 

Valdez ressalta que nada disso teria dado certo não fosse o apoio dos moradores e, sobretudo, dos funcionários. “Todo mundo abraçou a causa, isso me estimulou e me deixou satisfeito”, diz. Sobre os funcionários, o síndico ressalta que estes são os primeiros a orientar as pessoas que chegam ao prédio. “Eles compraram a ideia e estão fazendo um excelente trabalho de conscientização e fiscalização”, diz.

E conscientização para além do condomínio, segundo revelou o porteiro Airton dos Santos de Souza. “Não são foram só os moradores que aprovaram as medidas, os visitantes, especialmente os entregadores dos serviços de delivery, gostam de vim aqui porque aproveitam para lavar bem as mãos. Na chegada e na saída”. Que sirva de exemplo!

 

Fonte: Correio 24hrs

Reciclar dentro dos condomínios também é preciso

A reciclagem é o processo de reaproveitamento do lixo descartado, dando origem a um novo produto ou a uma nova matéria-prima com o objetivo de diminuir a produção de rejeitos e o seu acúmulo na natureza, reduzindo o impacto ambiental. Quanto mais se recicla, mais se reaproveita e, consequentemente, menor é a necessidade de extrair novos materiais da natureza.

 

A coleta seletiva é um assunto que vêm tomando conta dos corredores condominiais. Afinal, qual é a importância da reciclagem nos condomínios?

 

O lixo produzido em nosso condomínio é de nossa responsabilidade, e isso deve ser entendido pelos síndicos e moradores. A coleta seletiva é uma ótima solução para que os conjuntos habitacionais lidem de maneira adequada com essa situação.

Para ajudar a ficar mais fácil implantar a coleta seletiva, disponibilizamos abaixo umas dicas básicas sobre como iniciar a coleta seletiva:

  1.  Espaço e conscientização
  2.  Definir quais materiais serão coletados
  3. Conscientização da importância do descarte correto
  4. Local de armazenamento
  5. Cuidado com papéis e plásticos
  6. Treinamento para os responsáveis
  7. Retirar periodicamente os materiais

Qual decoração usar em imóveis para locação?

Escolha do mobiliário pode fazer a diferença na hora de fechar um contrato

 

Houve um tempo em que a pessoa que buscava alugar um imóvel precisava, além de encontrar o local ideal, montar toda a residência com os móveis mais úteis para o seu dia a dia e estilo de vida. Isso tornava a locação um peso para o orçamento, em especial de quem precisava do imóvel por um tempo limitado, como estudantes universitários em outras cidades ou expatriados a trabalho.

 

Hoje, os imóveis são alugados pelos mais variados tipos de pessoas e períodos de tempo. Se antes a locação era obrigatoriamente de 30 meses, atualmente temos serviços para turistas que permitem o aluguel por poucos dias. Dessa forma, muitos locatários passaram a oferecer apartamentos e casas totalmente mobiliados para turistas, empresários, estudantes e até mesmo recém-casados.

 

Além da localização e da infraestrutura, como disponibilidade de vaga em garagem e quantidade de cômodos, a decoração do ambiente também faz toda a diferença na hora de fechar um contrato. Para muitos proprietários, esse é, inclusive, um ponto de dúvida, pois eles não sabem como deixar o local atraente para os próximos moradores temporários.

 

Questão estrutural

O primeiro passo para deixar qualquer imóvel atraente para locação é manter sua estrutura em ordem. Dessa forma, paredes pintadas, ou decoradas com papel ou adesivos são fundamentais para deixar o local bonito. Em vez de deixar todas as paredes brancas ou beges, opte por detalhes coloridos, tintas com efeitos variados — brilhante, fosca, aveludada, etc. — ou aplique papel de parede com textura em alguns locais e deixe os ambientes com ar moderno e descolado.

O tipo de piso também faz a diferença: se estiver gasto, arranhado ou feio, é melhor substituí-lo por outro para deixar o imóvel com cara de novo e bem cuidado. Carpetes vinílicos e pisos laminados são ótimas opções, pois são práticos de limpar e manter.

 

Em cômodos como banheiro, lavabo e cozinha, a reforma pode ser necessária, em especial para trocar azulejos e pastilhas por outros, mais bonitos e arrojados. Se a substituição não for uma opção para o momento, pode-se lançar mão de tintas específicas ou adesivos para dar um ar diferente aos ambientes e torná-los mais belos e confortáveis.

A iluminação também é fundamental em qualquer decoração. Instalar spots, plafons, arandelas e luminárias ajuda a deixar os cômodos mais aconchegantes e atrativos. Mescle lâmpadas frias e quentes para compor a iluminação e use também os modelos decorativos para ajudar a trazer uma bossa ao local.

 

Cheio de estilo

 

A decoração reflete a personalidade do morador. Em imóveis que serão alugados, pode-se optar ou por algo que demonstre o jeito do proprietário, ou por um décor mais neutro, que possa ser customizado pelo locador.

Dispense itens muito personalizados, como quadros, plantas e porta-retratos e opte por vasos, tapetes, nichos e luminárias para decorar os cômodos.

Por questão de praticidade, dispense as cortinas de tecido e lance mão dos modelos rolô ou persianas em sala e quartos.

As almofadas são sempre bem-vindas e podem fazer a diferença na decoração, sobretudo por terem cores, estampas, texturas e formas variadas.

 

Praticidade também conta

 

Se esqueça de móveis muito rebuscados e cheios de rococós, daqueles que ficam acumulando poeira em detalhes entalhados. Facilite a vida do locatário e prefira móveis com design limpo e liso, fáceis de serem higienizados e mantidos.

O tamanho do imóvel e sua localização fazem toda a diferença na hora da escolha dos móveis e da decoração. Monte o local como se realmente fosse viver ali e veja se seria ideal para você. Dependendo do perfil de locador que se busca, deve-se optar por conforto e versatilidade. Assim, o sofá é substituído pelo sofá-cama, a mesa da cozinha é dobrável, para ocupar menos espaço, e o fogão dá lugar a um cooktop, por exemplo.

 

Fonte: Portogente

Renda extra para condomínios: como obter mais recursos além do rateio mensal

Seja por conta da crise ou aliviar o caixa, ter mais dinheiro na conta do condomínio ajuda a diminuir a dependência do rateio mensal e a tocar projetos e obras para o bem de todos. Outro ponto positivo da renda extra para condomínios é reduzir os impactos da inadimplência condominial no final do mês, situação que prejudica as finanças de muitos empreendimentos.

 

Por isso, veja a seguir 3 dicas de como gerar renda extra para condomínios. Acompanhe!

  1. Aluguel para publicidade

Há diversas formas de garantir uma renda extra para condomínios por meio do aluguel de espaços para publicidade.

A primeira delas é o aluguel de fachadas do edifício. Se o seu condomínio fica em uma área de grande movimentação de pessoas e veículos, como em grandes avenidas ou próximo a rodovias, essa pode ser uma boa ideia para aumentar a receita mensal.

Outra opção é disponibilizar espaços menores na parte interna do condomínio para fixar anúncios. Por exemplo: colocação painéis ou até mesmo monitores que passam publicidade em vídeo nos elevadores, e a colocação de totens espalhados pelo terreno do empreendimento.

Seja qual for a solução considerada, o síndico deve agir de acordo com a convenção condominial e consulte os moradores em uma assembleia de condomínio. O síndico deve chegar à reunião com ao menos uma proposta em mãos, ajudando a esclarecer as vantagens para os moradores.

Outro ponto de preocupação é a legislação municipal. Diversos municípios do país possuem leis específicas contra a poluição visual, nos moldes da Lei Cidade Limpa, em vigor em São Paulo desde 2007. Assim, o síndico deve inteirar-se do que é permitido na sua cidade.

2. Locação para instalação de antenas

Outra forma de gerar renda extra para condomínios é disponibilizar a cobertura ou o terraço do edifício para que empresas de telefonia, TV, rádio e internet instalem antenas para ampliar o alcance do seu sinal.

Se o seu condomínio é alto e tem localização favorável para sinais de telecomunicações, existe uma grande chance de essas empresas se interessarem por um espaço na parte de cima do edifício. Atualmente, existem organizações especializadas que funcionam como uma espécie de classificados, facilitando o contato entre o condomínio e companhias interessadas em novos lugares para instalar suas antenas.

O lado bom dessa alternativa é que o condomínio não arca com praticamente nenhum custo, pois toda a instalação fica por conta do locatário. No entanto, é preciso atenção, pois o condomínio necessita do auto de vistoria do Corpo de Bombeiros em situação regular e deve apresentar o laudo de inspeção do Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas (SPDA).

Assim como a disponibilização de espaços para publicidade, a instalação de antenas na cobertura só pode ser liberada mediante aprovação em assembleia. Infelizmente, não há legislação específica em relação ao quórum necessário para aprovar a medida.

Para se ter uma ideia do potencial dessa medida, um prédio em São Paulo recebe quase R$ 8 mil por mês com a locação do terraço para empresas de telecomunicação.

3. Venda de lixo reciclável e óleo de cozinha

Muitos condomínios brasileiros estimulam os condôminos a separarem o lixo corretamente. O que muitos síndicos e moradores não sabem, porém, é que isso pode ajudar a garantir uma renda extra para condomínios.

Devidamente separados e limpos, os diferentes resíduos sólidos recicláveis podem ser vendidos para cooperativas e empresas especializadas no reaproveitamento de materiais, como papel, plástico, vidro e metal.

A mesma ideia pode ser implementada para o descarte correto do óleo de cozinha. Há empresas que compram o óleo usado para fazer produtos de limpeza, como sabão e detergente. Nesse caso, além da venda, o condomínio pode fechar uma parceria, ajudando a economizar nos gastos com produtos para a limpeza de áreas comuns.

Restos de alimentos e plantas podem ser reaproveitados para compostagem, produção de adubos e até mesmo comercialização de mudas de plantas.

Por fim, outras possibilidades de renda extra para condomínios são:

•  Locação de áreas comuns ociosas: salas e depósitos sem uso no condomínio podem ser alugados para condôminos que estejam procurando um lugar para guardar suas coisas. O mesmo vale para vagas de garagem que não são utilizadas e até mesmo áreas de lazer.

•  Reavaliação do quadro de funcionários: trata-se, na verdade, de uma medida para reduzir despesas, e não para gerar renda extra para condomínios. Avalie periodicamente o trabalho dos funcionários e reconsidere as prioridades, como algum colaborador que faça muitas horas extras e sobrecarregue o caixa. Isso sem falar de soluções como a portaria remota, que permitem uma redução considerável em encargos trabalhistas.

Agora você sabe como gerar renda extra para condomínios. E no seu prédio, é tomada alguma medida para aumentar a receita mensal? Deixe-nos um comentário!

Fonte: Kiper

Falha de segurança em condomínios: risco na entrada de veículos estranhos

Falha de segurança em condomínios facilita ações de criminosos.

 

Entrada de veículos em condomínios deve ser monitorada de perto para evitar a ação de criminosos que aproveitam falhas no sistema de controle e distração de moradores.

A insegurança em condomínios tem aumentando muito nos últimos anos por causa do crescente número de assaltos a prédios e residências. Para evitar ser pego de surpresa, é preciso tomar muito cuidado ao chegar ou sair de casa. Mas o que vem preocupando muito os moradores é o estacionamento de veículos, uma vez que a atenção que é dada a portaria de condomínios é essencial. Porém, muitas vezes, os próprios moradores acabam se “esquecendo” da entrada de veículos.

 

“Atualmente, muitas ações de criminosos se iniciam por alguma falha de segurança na portaria do estacionamento. Alguns condomínios nem mesmo têm um porteiro de plantão, o que facilita ainda mais a entrada de bandidos. Qualquer coisa como uma placa de veículo ou o controle da garagem, que forem clonados, podem gerar problemas”, alerta Amilton Saraiva, especialista em condomínios da GS Terceirização.

Precauções podem evitar problemas mais graves

“Essa fragilidade dos portões da garagem podem ser evitadas com medidas simples. A começar pelo próprio controle remoto do portão que deve ser anticlonagem e com sistema de acionamento de pânico. Assim ele notifica o porteiro caso ocorra algum incidente. O sistema de controle é importante porque quando o portão for acionado ajuda a identificar se é realmente o morador. Mas, mesmo assim, é fundamental conferir os dados do veículo e realizar uma identificação visual para verificar se é condômino. O que pode facilitar muito também são as regras internas de identificação das pessoas realizada, na maioria das vezes, pelos próprios condôminos”, alerta o especialista.

É de extrema importância que os porteiros, ao abrir os portões, não identifiquem somente pelas placas ou reconhecimento dos carros. É necessário também verificar, de fato, quem está dentro do veículo. “Além disso, são as próprias atitudes preventivas dos condôminos que podem auxiliar, e muito, o trabalho do porteiro para liberar o portão de entrada”, salienta Amilton.

QUALIFICAÇÃO

Visto isso, o especialista explica que é preciso investir em profissionais de portaria qualificados e treinados, o que é vantajoso pois evita riscos à segurança e qualquer prejuízo aos condôminos. “Não se deve contratar qualquer pessoa para essa função e é aconselhável que a contratação seja feita por meio de uma empresa terceirizada que ofereça apenas profissionais preparados e capacitados, pois o colaborador para a função certamente precisa ser uma pessoa de confiança. Além de estar sempre em alerta, o porteiro precisa saber ler, ter facilidade de memorização e concentração. Essas qualificações são fundamentais ao recrutar e selecionar pessoas. O ideal é escolher sempre perfis de profissionais capazes e adequados para cada trabalho. Investimento e pessoal qualificado, então, estão fortemente relacionados a um bom resultado quanto à segurança”, aconselha.

“É por isso que não deve pressa para liberar a entrada de automóveis se isso pode proporcionar brechas de vulnerabilidade. Além de resultar na invasão de ‘espertalhões’ no domicílio”, alerta o especialista.

 

Fonte: Viva o condomínio

Os quesitos para um condomínio nota 10

 Em tempos de carnaval, goste você ou não dessa festa popular, nossa mente é invadida por escolas de samba, blocos e trios elétricos. Mas as escolas de samba são aquelas que mais ficam em nossa memória, para uns em razão da beleza e imponência dos desfiles, e para outros em razão da voz estridente do locutor no momento da apuração de cada um dos quesitos que uma agremiação é submetida.

 

No momento da apuração algumas agremiações não concordam com a nota recebida e reclamam, batem na mesa e às vezes passam do limite e chegam a xingar os julgadores. Os síndicos conhecem bem esse enredo.

E nos condomínios, quais quesitos o síndico deve observar para receber uma nota 10?

Vamos aqui fazer uma analogia entre os 9 quesitos nos quais uma escola de samba é avaliada no carnaval de São Paulo com o dia a dia de um síndico.

1 – Alegoria – Nesse quesito, o jurado julga os carros alegóricos, avaliando a beleza e a relação com o enredo proposto.

 

Em um condomínio, são as áreas comuns, que sempre devem estar bem limpas, com o jardim tratado e florido, e principalmente com a manutenção em dia.

2 – Bateria – O quesito avalia o desempenho dos ritmistas e dos mestres acompanhando o samba.

É o coração da escola de samba, nos condomínios temos a figura do zelador ou gestor, que é o responsável em receber e às vezes desenrolar todos os problemas, picuinhas e atrito entre moradores. Mas que também é o comandante do condomínio. Sem ele o síndico não vive.

 

3 – Comissão de frente – O quesito avalia a coreografia, movimentos obrigatórios (como saudação ao público e a apresentação da escola).

 

Aqui podemos homenagear os seguranças e controladores de acesso, responsáveis por identificar e triar toda e qualquer pessoa antes de entrar no condomínio. Esses profissionais devem observar as regras de segurança definidas pelo síndico e corpo diretivo, e também pelos supervisores das empresas especializadas.

4 – Enredo – Neste quesito, o jurado considera se o tema está sendo bem contado na passarela, com alas, alegorias e fantasias.

 

Se em uma escola o jurado considera se o tema está sendo bem contado, em um condomínio o conselheiro fiscal considera se o síndico está utilizando os recursos de maneira correta, se as contas estão sendo pagas pontualmente, conferindo se os impostos foram recolhidos, colaboradores pagos, e em especial devedores cobrados.

5 – Evolução – No quesito enredo, os jurados avaliam a forma como a escola passa pela avenida, se há os chamados “buracos” entre alas e componentes, e se “corre” para cumprir o tempo do desfile.

 

Aqui podemos destacar as contas do condomínio, se foram aprovadas, se o caixa está saudável, se o fundo de reserva está preparado para eventuais emergências. Também podemos observar a evolução das tecnologias e sua utilização no universo condominial.

 

6 – Fantasia – O quesito fantasia julga a beleza, a qualidade e o significado das fantasias apresentadas e a relação com o tema proposto.

 

Já falamos dos seguranças e controladores de acesso, mas temos os porteiros e a equipe de limpeza, essa última responsável por deixar o condomínio sempre limpo e belo. Aqui também podemos associar aos uniformes desses colaboradores que devem estar sempre limpos e novos. Também não podemos esquecer da fachada do edifício, sempre com sua caraterística preservada.

7 – Harmonia – Os julgadores, no quesito harmonia, analisam se os membros das agremiações estão integrados, cantando o samba e executando coreografias de forma correta e uniforme.

 

Em um condomínio deve ou deveria existir harmonia entre síndico e membros do corpo diretivo. Esse grupo até pode discutir e debater sobre os diversos temas e problemas de um condomínio, mas sem faltar integração entre eles.

 

8 – Mestre-sala e porta-bandeira – O quesito busca avaliar o entrosamento apenas do primeiro casal a carregar e apresentar os pavilhões das escolas.

 

Aqui seria a sinergia e respeito entre os vizinhos. Em tempos de intolerância em diversos segmentos da sociedade, devemos trabalhar para evitar que essa intolerância tome conta da vida em condomínio. Seja em um simples jogo de futebol, ou mesmo barulho e até na hora de estacionar o veículo na garagem.

9 – Samba-enredo – A base do desfile, música e melodia, são avaliados tecnicamente no quesito samba-enredo.

Nada melhor que associar a figura do síndico aquele que deve ser responsável para que todos esses quesitos sejam atendidos e principalmente respeitados. Pode acontecer de receber uma nota baixa em um ou mais quesitos, mas que isso não atrapalhe o bom andamento da administração condominial.

Essa foi uma simples analogia para homenagear todas essas pessoas que fazer o possível e às vezes o impossível para que o condomínio receba a nota 10.

Fonte: Viva o Condomínio