Sustentabilidade em condomínios pode gerar economia e vantagens para os moradores

A sustentabilidade é uma tendência cada vez mais forte entre os condomínios, sejam eles comerciais ou residenciais.

Há várias possibilidades, desde a implantação de medidas relativamente simples, como coleta seletiva de lixo ou reuso de água da chuva, até a instalação de programas completos de sustentabilidade, com a ajuda de profissionais especializados – as regras valem tanto para condomínios já estabelecidos quanto para imóveis novos. Para que os gestores possam conhecer o conceito e evitar qualquer problema ou decepção na hora de implantar um projeto desse tipo em seu condomínio, entrevistamos Newton Figueiredo, presidente do Grupo SustentaX, que atua nessa área. Confira abaixo a entrevista:

Quais as principais ações a serem tomadas por um condomínio que decidiu empreender um programa de sustentabilidade?

Em primeiro lugar é preciso realizar um diagnóstico, para determinar o nível de sustentabilidade que o condomínio já possui e o que pode ser feito para aumentá-lo, reduzindo custos e melhorando os ambientes para os condôminos. O controle do tabaco, a coleta seletiva, a utilização de metais sanitários eficientes, a implantação de capachos especiais para contenção da poeira em todas as entradas e a limpeza “verde”, com o uso de produtos sem cloro, são passos simples, porém importantes para a adesão à sustentabilidade.

Qual o custo médio para a implantação de um programa desse tipo?

Em condomínios residenciais, o diagnóstico inicial pode custar cerca de R$ 5 mil. Somente depois desse levantamento é que é possível se fazer uma estimativa de custos totais.

Quais são as questões mais comuns a serem observadas?

São diversas medidas, e cada condomínio apresenta necessidades específicas. Mas, de uma maneira geral, as principais ações são as seguintes:

– Racionalização no consumo da água: implantação de medidas de consumo racional, como torneiras e válvulas de descargas eficientes, controle de consumo por área (sanitários, paisagismo etc), reuso da água da chuva, implantação de paisagismo com baixas necessidades hídricas e irrigação controlada, além de medidores individuais.

– Qualidade do ar no interior do condomínio: proibição do fumo nas áreas internas do empreendimento e nas áreas externas próximas às entradas, utilização de tintas, colas, vernizes e carpetes com baixa emissão de compostos orgânicos voláteis, instalação de sensores de CO2 em áreas de grande concentração de pessoas.

– Desempenho de energia: medidas de acompanhamento da performance dos sistemas e gerenciamento do consumo, treinamento para a equipe que garanta a otimizada dos sistemas, compra de equipamentos de baixo consumo (em caso de novas aquisições), que tenham selos Procel ou Energy Star. Além disso, também é possível verificar a possibilidade de comprar energias renováveis (eólica, solar fotovoltaica, solar térmica, biomassa, PCH) que causem baixo impacto ambiental, seja por geração local ou através de compra de produtores, e estabelecer um procedimento para documentar as reduções de emissão de CO2.

– Implantar um Manual de Boas Práticas preditivas, que pode ser distribuído aos condôminos.

– Estabelecer procedimento para criação de espaços com acessibilidade universal;

– Implantar uma política de compras e de limpeza sustentável: utilizar produtos de limpeza de baixa toxicidade e adquirir equipamentos eficientes; implantar capachos especiais para contenção da poeira em todas as entradas; estabelecer procedimento para garantia do desempenho acústico mínimo; estabelecer procedimento para a documentação de impacto na produtividade;e, em alguns casos, estabelecer procedimento para a criação sala(s) de alívio e recuperação.

– Implantar uma política de reciclagem de lixo, com separação, armazenagem e coleta de quaisquer tipos de recicláveis.

Quais são as principais vantagens que o condomínio tira de um programa de sustentabilidade interno?

As vantagens são inúmeras. A principal é a redução de custos, graças principalmente à otimização energética e ao melhor aproveitamento da água. Os impactos na vida dos moradores vão desde a saúde, por meio da utilização de materiais com baixos índices de Compostos Orgânicos Voláteis [poluentes atmosféricos nocivos à saúde] e do controle da qualidade do ar, até a conscientização para a preservação dos recursos naturais que podem ser colocados em prática no dia-a-dia, como a coleta seletiva.

De acordo com estudos do US Green Building Council (USGBC), entidade dos EUA responsável pela certificação LEED – Leadership in Energy and Environmental Design, critério mundial mais utilizado atualmente, as construções verdes apresentam ganho em produtividade dos funcionários, que pode chegar a 16%, reduzem em até 30% o consumo de energia, 50% o uso de água, 35% a emissão de gás carbônico, além de diminuir a poluição gerada pela construção e pela operação do empreendimento. No caso dos condomínios, os custos de manutenção e operação são até 40% menores, com vida útil prolongada.

Quais são as principais diferenças entre edifícios residenciais e comerciais?

Nos edifícios comerciais, a produtividade dos ocupantes é uma necessidade – segundo estudos, a sustentabilidade pode tornar os colaboradores até 16% mais produtivos. No edifício residencial, o que interessa é o menor valor da taxa de condomínio, a melhor qualidade do ambiente e o maior valor de revenda do imóvel.

Hoje ouvimos falar bastante de “green buildings”. Há alguma vantagem para o condomínio ser certificado com um selo desse tipo? Há incentivos governamentais, por exemplo?

No momento, no Brasil, ainda não há incentivos governamentais para que os edifícios s tornem “verdes” ou recebam a certificação. Entretanto, os próprios projetos sustentáveis se viabilizam, pelos próprios benefícios que eles proporcionam.

Já existem empresas certificadoras de sustentabilidade em condomínios no Brasil?

A certificação se dá por organismos independentes, como o Green Building Council Brasil.

Para ser efetivo, como deve funcionar um sistema de coleta seletiva de lixo? A Prefeitura, por exemplo, realiza essa coleta ou é necessário entrar em contato com outras entidades? Quem realiza esse tipo de serviço?

A principal preocupação deve ser evitar que materiais recicláveis possam acabar em aterros sanitários. Além disso, deve-se também preocupar-se com a inclusão social. Existem cooperativas que recebem os materiais e fazem a sua separação e venda para as empresas. Para mais informações, consulte o site do Instituto Brasil Ambiental (IBA).

Quantos condomínios sustentáveis existem hoje no Brasil?

Já existem quatro empreendimentos certificados e da ordem de 100 em processo de certificação, sendo a maioria em São Paulo.

Fonte: Viva o Condomínio

Coronavírus: síndico instala pia na entrada de prédio para ajudar vizinhos idosos

Tão logo foram anunciados os primeiros casos do novo coronavírus no Brasil, o empresário espanhol Eduardo Valdez, radicado na Bahia há mais de 20 anos, correu para o abraço. Não literalmente, claro, afinal o distanciamento social já era, e continua sendo, uma das principais recomendações das autoridades médicas de todo o mundo para controlar o avanço da pandemia. O abraço veio em forma de ações preventivas para proteger os moradores do condomínio em que mora, o Edifício Pedra do Sol, no Largo da Vitória, onde exerce a função de síndico.

 

O edifício de nove andares, datado dos anos 1970, reúne, em sua maioria, pessoas idosas, público esse, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é um dos mais vulneráveis às complicações caso seja infectados pelo vírus. “Estava acompanhando a situação na Itália e, sobretudo, na Espanha, o meu país, onde a curva cresceu muito rápido, e pensei: preciso agir rápido para, pelo menos, proteger a minha família e os meus vizinhos”, conta.

 

Como não podia convocar uma reunião de condomínio emergencial, o síndico decidiu telefonar para todos os apartamentos e falar com cada um dos moradores para sugerir ações e ouvir sugestões sobre as medidas que planejava tomar para evitar a transmissão da doença. “A receptividade foi boa, então me empolguei”, brinca.

 

A primeira providência foi conversar com os funcionários do prédio para conscientizá-los da situação e pedir o apoio deles. Daí, o síndico partiu para examinar a planta do prédio para saber onde poderia instalar duas pias para a lavagem das mãos. Assim o fez. Uma na portaria e outra na garagem. “Colocamos tubulação externa para não quebrar paredes, afinal, isso é temporário e, além de reduzir custos, exigiria menos tempo para execução. Afinal, a situação era emergencial”, explica.

 

Instaladas as pias, foram colocados, em cada um dos pontos de água, suportes plásticos para sabão e toalhas de papel para que as pessoas pudessem lavar e secar as mãos. Ao lado de cada um dos equipamentos foram fixados cartazes com instruções para a lavagem das mãos e orientações de pegar a toalha de papel para usar no botão e porta dos elevadores, evitando tocar nessas áreas sem proteção.

 

Da pia até os elevadores, o síndico marcou o piso traçando o caminho para que as pessoas seguissem a trilha obedecendo as áreas demarcadas que ele classificou, e escreveu no chão, área limpa e área suja.

Mas a cautela não parou por aí. Ao lado de cada um dos pontos de lavagem, o síndico colocou no chão umas bandejas com água e solução com uma solução química (água sanitária) para que as pessoas limpassem os sapatos antes de subirem para os seus andares.  “Para evitar levar o vírus para cima”, justifica.

 

Eduardo Valdez achava que isso estava de bom tamanho, mas as notícias chegavam o tempo todo e, a cada momento, surgiam novas formas de se infectar, como por exemplo, através das compras que os moradores traziam para casa. “Precisava agir também nessa frente”.

 

A solução encontrada foi colocar uma mesa na portaria e outra na garagem onde instalou cestos com sacos plásticos, para que as pessoas pudessem transferir as compras e descartar ali as embalagens vindas dos mercados. Dali, os itens são transportados nos cestos higienizados para seus apartamentos com a orientação de que lá em cima serem higienizados antes de serem guardados. Após isso, os moradores devolvem os cestos nos elevadores e os porteiros recolhem, higienizam e recolocam na mesa para o próximo que chegar. No total, o condomínio investiu cerca de R$ 1 mil nas iniciativas.

 

Aprovação

As iniciativas do síndico vêm sendo aplaudidas pelos moradores. “Uma das primeiras atitudes bacanas que Eduardo fez foi ligar para todos os moradores e perguntar se tínhamos álcool em gel para doar para o condomínio, visto que ele não estava encontrando para comprar. Depois, foi implementando outras ações para proteger os moradores, especialmente os idosos, como minha mãe que tem mais de 80 anos. A gente só tem que aplaudir atitudes como essa, de quem pensa no coletivo”, diz a administradora de empresas Suzana Viana, moradora do prédio há mais de 30 anos.

 

Valdez ressalta que nada disso teria dado certo não fosse o apoio dos moradores e, sobretudo, dos funcionários. “Todo mundo abraçou a causa, isso me estimulou e me deixou satisfeito”, diz. Sobre os funcionários, o síndico ressalta que estes são os primeiros a orientar as pessoas que chegam ao prédio. “Eles compraram a ideia e estão fazendo um excelente trabalho de conscientização e fiscalização”, diz.

E conscientização para além do condomínio, segundo revelou o porteiro Airton dos Santos de Souza. “Não são foram só os moradores que aprovaram as medidas, os visitantes, especialmente os entregadores dos serviços de delivery, gostam de vim aqui porque aproveitam para lavar bem as mãos. Na chegada e na saída”. Que sirva de exemplo!

 

Fonte: Correio 24hrs

Campanhas internas nos condomínios residenciais 

As campanhas internas estão presentes em diversos condomínios e são consideradas um importante meio de comunicação entre o síndico e os condôminos.Elas servem como uma ferramenta essencial no trabalho de busca pela conscientização da comunidade condominial.

 

Conscientização: esse é o principal objetivo na criação de campanhas internas. Em um condomínio, onde residem pessoas completamente diferentes uma das outras, é importante que as ações chamem a atenção dessas pessoas. 

 

Alguns exemplos de campanhas internas são:

 

  • Coleta Seletiva
  • Combate ao COVID-19 (novo coronavírus)
  • Combate à Dengue
  • Vacinação interna (que pode ser feito em parceria à entidades privadas)
  • Arrecadação de alimentos
  • Campanha do Agasalho
  • Recolhimento de tampas de garrafa e lacres de latinha

Independentemente do tipo de campanha a ser realizada, ela só acontece de forma eficaz se houver engajamento dos condôminos, o que se traduz num grande desafio para os síndicos, uma vez que não é nada fácil engajar diferentes pessoas que, muitas vezes, possuem somente o endereço da residência em comum.

 

Segundo o site Síndiconet, o sucesso nesse desafio passa por algumas estratégias. O foco é uma das mais importantes. Qualquer que seja a campanha, é fundamental focar e mostrar aos condôminos a importância que o engajamento naquela ação terá, simultaneamente, tanto individualmente quanto para a coletividade.

Achar o ponto certo no ato de chamar a atenção das pessoas é igualmente estratégico. Sob esse aspecto, vale lembrar que as pessoas geralmente atentam-se apenas para seus próprios interesses e, para conseguir atrair a atenção geral, o condomínio deve fazer uso de diferentes recursos.

 

A elaboração de cartazes e adesivos, assim como a gravação de vídeos rápidos, peças a serem expostas em elevadores, no hall de entrada ou na garagem, entre outros locais, são alguns exemplos de recursos.

Além de serem colocadas em pontos estratégicos do condomínio, essas criações podem ser enviadas por Whatsapp ou por aplicativos especialmente desenvolvidos para aquela comunidade condominial.

 

Em campanhas mais complexas, outra estratégia importante é o convite de palestrantes para abordar e esclarecer aos condôminos o assunto em questão.

Em cada estratégia escolhida, o que se deve ter em mente é alcançar o emocional do condômino. Nesse sentido, um recurso altamente eficaz jamais deve ser esquecido pelo síndico: o diálogo.

 

É válido ressaltar que, no cumprimento de sua função, o síndico exerce o papel de gestor de pessoas. Uma conversa esclarecedora e bem informativa com condôminos mais influentes, que se comunicam bem com os demais moradores, por exemplo, pode facilitar a disseminação e o engajamento da coletividade em uma determinada campanha e fazer total diferença.

 

Fonte: Síndiconet 

Reciclar dentro dos condomínios também é preciso

A reciclagem é o processo de reaproveitamento do lixo descartado, dando origem a um novo produto ou a uma nova matéria-prima com o objetivo de diminuir a produção de rejeitos e o seu acúmulo na natureza, reduzindo o impacto ambiental. Quanto mais se recicla, mais se reaproveita e, consequentemente, menor é a necessidade de extrair novos materiais da natureza.

 

A coleta seletiva é um assunto que vêm tomando conta dos corredores condominiais. Afinal, qual é a importância da reciclagem nos condomínios?

 

O lixo produzido em nosso condomínio é de nossa responsabilidade, e isso deve ser entendido pelos síndicos e moradores. A coleta seletiva é uma ótima solução para que os conjuntos habitacionais lidem de maneira adequada com essa situação.

Para ajudar a ficar mais fácil implantar a coleta seletiva, disponibilizamos abaixo umas dicas básicas sobre como iniciar a coleta seletiva:

  1.  Espaço e conscientização
  2.  Definir quais materiais serão coletados
  3. Conscientização da importância do descarte correto
  4. Local de armazenamento
  5. Cuidado com papéis e plásticos
  6. Treinamento para os responsáveis
  7. Retirar periodicamente os materiais

O síndico vai tirar férias! E agora?

O início do ano é a época que muitas pessoas tiram férias para viajar e o síndico também pode optar por tirar alguns dias para visitar parentes distantes ou conhecer outras cidades. Porém, ele deve organizar a administração do condomínio antes de partir e, principalmente, deixar um responsável para representar o prédio nesse ínterim, como dar as orientações ao zelador.

 

A primeira providência que deve ser tomada é realizar uma reunião com o subsíndico e conselheiros. Se o edifício for assessorado por uma empresa administradora de condomínios, também é importante marcar um encontro para discutir as ações do período em que estiver afastado. Se for por apenas alguns dias, o síndico pode apenas dar as orientações, mas, se ficar fora por cerca de 10 ou mais, deve nomear um substituto temporário, que deve ser primeiramente o subsíndico, se o prédio não contar com a figura deve ser escolhido um dos conselheiros. É interessante elaborar um documento com firma reconhecida para comprovar a nomeação, pois durante o período o indicado pode precisar representar o condomínio em audiência na Justiça.

 

O síndico deve passar para quem se responsabilizar pelo prédio informações sobre pagamentos que devem ser realizados no período, deixar uma cópia da convenção, entregar algum contato seu para emergência e as chaves que dão acesso ao motor de água e a caixa de luz do prédio, que também pode ficar com o zelador. É importante informar para o substituto sobre as datas dos pagamentos que devem ser feitos no período ou, se possível, antecipá-las. Também é necessário verificar se algum dos empregados tem férias para tirar no período para deixar a papelada pronta.

 

Ao zelador, cabe ao síndico deixar os números de telefones de empresas de manutenção, polícia, bombeiros e da administradora. Além disso, lembrá-lo que essa é a época em que mais ocorrem infrações contra as regras de convivência, como barulho após as 10h, e que ele deve estar atento e dirigir a informação ao representante temporário do condomínio. Depois desses despachos, o síndico pode sair tranqüilo e aproveitar os seus dias de descanso.

 

Fonte: Condomínio SC

Os quesitos para um condomínio nota 10

 Em tempos de carnaval, goste você ou não dessa festa popular, nossa mente é invadida por escolas de samba, blocos e trios elétricos. Mas as escolas de samba são aquelas que mais ficam em nossa memória, para uns em razão da beleza e imponência dos desfiles, e para outros em razão da voz estridente do locutor no momento da apuração de cada um dos quesitos que uma agremiação é submetida.

 

No momento da apuração algumas agremiações não concordam com a nota recebida e reclamam, batem na mesa e às vezes passam do limite e chegam a xingar os julgadores. Os síndicos conhecem bem esse enredo.

E nos condomínios, quais quesitos o síndico deve observar para receber uma nota 10?

Vamos aqui fazer uma analogia entre os 9 quesitos nos quais uma escola de samba é avaliada no carnaval de São Paulo com o dia a dia de um síndico.

1 – Alegoria – Nesse quesito, o jurado julga os carros alegóricos, avaliando a beleza e a relação com o enredo proposto.

 

Em um condomínio, são as áreas comuns, que sempre devem estar bem limpas, com o jardim tratado e florido, e principalmente com a manutenção em dia.

2 – Bateria – O quesito avalia o desempenho dos ritmistas e dos mestres acompanhando o samba.

É o coração da escola de samba, nos condomínios temos a figura do zelador ou gestor, que é o responsável em receber e às vezes desenrolar todos os problemas, picuinhas e atrito entre moradores. Mas que também é o comandante do condomínio. Sem ele o síndico não vive.

 

3 – Comissão de frente – O quesito avalia a coreografia, movimentos obrigatórios (como saudação ao público e a apresentação da escola).

 

Aqui podemos homenagear os seguranças e controladores de acesso, responsáveis por identificar e triar toda e qualquer pessoa antes de entrar no condomínio. Esses profissionais devem observar as regras de segurança definidas pelo síndico e corpo diretivo, e também pelos supervisores das empresas especializadas.

4 – Enredo – Neste quesito, o jurado considera se o tema está sendo bem contado na passarela, com alas, alegorias e fantasias.

 

Se em uma escola o jurado considera se o tema está sendo bem contado, em um condomínio o conselheiro fiscal considera se o síndico está utilizando os recursos de maneira correta, se as contas estão sendo pagas pontualmente, conferindo se os impostos foram recolhidos, colaboradores pagos, e em especial devedores cobrados.

5 – Evolução – No quesito enredo, os jurados avaliam a forma como a escola passa pela avenida, se há os chamados “buracos” entre alas e componentes, e se “corre” para cumprir o tempo do desfile.

 

Aqui podemos destacar as contas do condomínio, se foram aprovadas, se o caixa está saudável, se o fundo de reserva está preparado para eventuais emergências. Também podemos observar a evolução das tecnologias e sua utilização no universo condominial.

 

6 – Fantasia – O quesito fantasia julga a beleza, a qualidade e o significado das fantasias apresentadas e a relação com o tema proposto.

 

Já falamos dos seguranças e controladores de acesso, mas temos os porteiros e a equipe de limpeza, essa última responsável por deixar o condomínio sempre limpo e belo. Aqui também podemos associar aos uniformes desses colaboradores que devem estar sempre limpos e novos. Também não podemos esquecer da fachada do edifício, sempre com sua caraterística preservada.

7 – Harmonia – Os julgadores, no quesito harmonia, analisam se os membros das agremiações estão integrados, cantando o samba e executando coreografias de forma correta e uniforme.

 

Em um condomínio deve ou deveria existir harmonia entre síndico e membros do corpo diretivo. Esse grupo até pode discutir e debater sobre os diversos temas e problemas de um condomínio, mas sem faltar integração entre eles.

 

8 – Mestre-sala e porta-bandeira – O quesito busca avaliar o entrosamento apenas do primeiro casal a carregar e apresentar os pavilhões das escolas.

 

Aqui seria a sinergia e respeito entre os vizinhos. Em tempos de intolerância em diversos segmentos da sociedade, devemos trabalhar para evitar que essa intolerância tome conta da vida em condomínio. Seja em um simples jogo de futebol, ou mesmo barulho e até na hora de estacionar o veículo na garagem.

9 – Samba-enredo – A base do desfile, música e melodia, são avaliados tecnicamente no quesito samba-enredo.

Nada melhor que associar a figura do síndico aquele que deve ser responsável para que todos esses quesitos sejam atendidos e principalmente respeitados. Pode acontecer de receber uma nota baixa em um ou mais quesitos, mas que isso não atrapalhe o bom andamento da administração condominial.

Essa foi uma simples analogia para homenagear todas essas pessoas que fazer o possível e às vezes o impossível para que o condomínio receba a nota 10.

Fonte: Viva o Condomínio

Quais são as reais funções do zelador?

Profissional contratado para zelar pela conservação do condomínio, o zelador é, por vezes, considerado um “gerente condominial” já que representa o síndico em alguns casos específicos, como a supervisão do trabalho de porteiros, garagistas, vigilantes, faxineiros e demais funcionários.

 

O zelador possui contato direto com a administração do condomínio. Ele também auxilia nos recebimentos e pagamentos a serem efetuados, além de respeitar e cumprir as decisões. O zelador não é aquele que somente dá ordens, mas que verifica e soluciona os problemas do condomínio, visando o bem de todos os moradores.

 

Segundo a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), as atribuições do zelador em condomínios residenciais são:

Manutenção predial

  • Inspecionar corredores, pátios, áreas comuns do prédio;
  • Assegurar a limpeza, reparos, condições de funcionamento de elevadores, parte elétrica, hidráulica e de outros equipamentos;
  • Fazer manutenção e reparos simples nos equipamentos, desde que seja de pequena monta e tenha conhecimento básico;
  • Cuidar da higiene das dependências e instalações, supervisionando a limpeza;
  • Executar serviços de manutenção geral, como troca de lâmpadas fusíveis.

Gestão de pessoas e cumprimento das normas

  • Zelar pelo cumprimento do regulamento interno e pelo uso devido das instalações;
  • Comunicar ao síndico/administradora todas as irregularidades surgidas;
  • Encarregar-se da recepção, conferência, controle e distribuição de correspondências;
  • Realizar o controle dos horários de entrada e saída dos funcionários;
  • Distribuir as tarefas diárias de faxina e limpeza do condomínio;
  • Fiscalizar a atuação dos funcionários e prestadores de serviços;
  • Manter uma comunicação clara e respeitosa com funcionários e condôminos;
  • Ajudar o síndico a elaborar a escala de folgas e férias dos outros profissionais do condomínio;
  • Zelar pelo sossego e pela observância da disciplina, interceder quando tiver barulho fora do horário permitido, relatar ao síndico as ocorrências, distribuir, coordenar e fiscalizar tarefas entre os empregados;
  • Atender e orientar os moradores e visitantes em assuntos pertinentes ao condomínio.

Supervisão de reformas e obras de manutenção predial

  • Realizar pequenos reparos e requisitar profissionais habilitados para serviços técnicos. O zelador não pode executar tarefas de manutenção ou execução de serviços que exijam conhecimento técnico e coloquem em risco sua segurança pessoal;
  • Supervisionar a manutenção de máquinas, motores, bomba d’água e dos demais equipamentos e instalações do condomínio;
  • Acompanhar a visita de técnicos das concessionárias de água, luz e telefonia;
  • Auxiliar nos serviços de emergência.

 

No mês de Fevereiro comemoramos o dia do zelador, parabéns a todos os profissionais que são essenciais no bem-estar do condomínio! 

Curta o carnaval em segurança no seu condomínio

Em fevereiro comemoramos a festa mais aguardada do ano. O Brasil dá uma pausa para os blocos de rua desfilarem, é festa em todo canto da cidade. Nesse período os síndicos devem estar atentos à segurança condominial, pois a folia pode afetar diretamente o dia a dia dos condomínios. 

 

Aglomeração de pessoas nas ruas, festa e diversão, esse é o carnaval. Um grande evento que gera empregos e necessita atenção especial, principalmente se você for morador das principais ruas dos pontos de concentração de blocos.

 

Separamos 4 dicas para você curtir seu carnaval com tranquilidade:

-O síndico deve ser responsável por checar se os equipamentos de segurança estão funcionando corretamente. Não deixe de realizar a inspeção do circuito de alarmes e TV interna, caso o condomínio disponha de tais equipamentos.

-Verifique com antecedência se a rua do seu condomínio irá fazer parte da circulação de blocos para evitar transtornos. O síndico é o responsável por informar aos condôminos.

-Ao viajar, feche as portas, as janelas e não esqueça e não esqueça o registro de água e gás aberto. 

-Se você for receber visitas, informe os nomes dos visitantes à portaria. Essa é uma das dicas mais importantes, pois o entra e sai de pessoas pode acabar acarretando no enfraquecimento da segurança.

 

É importante que todos contribuam para o carnaval não trazer prejuízos à segurança do condomínio. Divirta-se!!!

Medidas para seu condomínio economizar energia elétrica

Os brasileiros têm vivido dias de incerteza sobre o país. Com a crise atual, a população encontra dificuldades em muitos aspectos, especialmente no que diz respeito às contas básicas como a de luz, por exemplo.

 

Por conta desse momento, desde 2015, as contas de energia passaram a trazer uma novidade: o Sistema de Bandeiras Tarifárias. As bandeiras verde, amarela e vermelha indicam se a energia custa mais ou menos, em função das condições de geração de eletricidade.

 

Quem mora em condomínio, sabe que o uso inadequado e exagerado da energia elétrica nas áreas comuns se traduz em contas com altos valores. No entanto, é possível reduzir essas despesas sem afetar o conforto e bem estar dos condôminos e a segurança do condomínio, por meio de alguns hábitos e consulta a profissionais especializados.

 

Os condomínios precisam “atacar” as áreas onde há uma grande demanda de consumo, principalmente lâmpadas de garagem que ficam acesas 24 horas, dependendo da luminosidade local.

 

Solução

 

Alguns síndicos estão investindo em lâmpadas de LED para reduzir o consumo de energia do prédio. O custo é um pouco elevado, mas alguns estudos mostram que o investimento se paga entre 10 e 12 meses, pois a redução do consumo chega a 40%. Este tipo de medida está sendo adotada para minimizar o impacto do aumento na tarifa no repasse ao condômino.

Além disso, os síndicos devem ficar atentos aos seguintes casos:

 

Verificar a fiação elétrica dos pontos de consumo para saber se há fuga de corrente;

 

Reduzir o número de lâmpadas florescentes (calhas) que precisam de “reator”, este equipamento também consome energia;

 

Instalar sensores de presença nas áreas de circulação da garagem, mantendo acesas apenas em pontos estratégicos;

 

Todo condomínio que possui ar condicionado nas áreas comuns pode ajustá-los para funcionarem apenas em horários preestabelecidos em assembleia. Esse tipo de equipamento, normalmente consome muita energia elétrica, por isso, vale a atenção.

 

Cada síndico pode verificar a possibilidade de desligar diariamente um dos elevadores de cada prédio, de maneira alternada, no horário de menor movimento. Recomenda-se para isso que todos os condôminos sejam alertados sobre os benefícios e objetivos a serem atingidos.

 

A economia de energia, bem como a de água, precisa da colaboração de todos os moradores. São problemas reais, que já afetam a vida de milhões de pessoas há meses. O pior disso é que não há expectativa de melhora num curto prazo, portanto, mais do que nunca, precisamos fazer nossa parte.

 

Fonte: Viva o condomínio