Banheiros pequenos: confira dicas de como reformar!

O espaço de casas e apartamentos novos está cada vez mais restrito, e o menor m² das residências geralmente é o banheiro.

Mas isso não quer dizer que o ambiente deve ser esquecido na hora da reforma. Aliás, o espaço restrito pode até ser usado a seu favor, pois qualquer pequena mudança faz uma enorme diferença. Dá só uma olhadinha nas sugestões que separamos para que seu banheiro pequeno se torne mais bonito e chamativo.

 

Cores

Cores claras e em tons pastel favorecem a amplitude do banheiro. Já as cores vibrantes transmitem a sua personalidade, porém são mais recomendadas para móveis, objetos e roupas de banho.

E o melhor de tudo: você não precisa trocar o revestimento para mudar a cor do lugar. Existem tintas específicas para pintar azulejos e pastilhas, como a epóxi.

 

Aproveite as paredes

Quando a metragem do banheiro é restrita, aproveitar as paredes é o mais aconselhável. Invista em nichos, caixotes e prateleiras para guardar objetos, toalhas e para colocar vasinhos de planta.

Apenas tome cuidado na hora de furar a parede por causa dos canos e tubulações.

 

Atenção nas portas

Com um espaço reduzido, o mais recomendável é que as portas tanto de gabinetes e armários quanto dos boxes seja de correr. Inclusive, essa é uma dica que se estende até a porta de entrada do banheiro.

 

Iluminação

Pouca iluminação dá a impressão de que o banheiro é ainda menor.

O tipo de luz ideal para qualquer ambiente é sempre a natural, porém, principalmente no banheiro, não é possível tê-la sempre. Por isso aposte em vários spots espalhados em lugares específicos, como acima do espelho e do chuveiro e em uma luminária central.

 

Fonte: Casa Show

 

Vazamento de gás: o que fazer para evitar?

vazamento de gás em condomínio é um problema bastante grave, afinal, caso haja alguma explosão muitas pessoas podem ficar feridas, além dos danos estruturais ao condomínio e apartamentos. Em primeiro lugar, a manutenção periódica dos equipamentos é crucial para evitar qualquer vazamento e, por consequência, uma explosão.

Gás natural ou GLP?

É possível ter, em um condomínio, dois tipos de gás: o natural e o GLP. No caso do natural, a fonte de energia é mais segura, não necessita de botijões ou de cilindros. Por outro lado, isso não exime a obrigação do condomínio em verificar se há vazamentos.

Já o GLP, o conhecido gás de cozinha, fica em cilindros em estado líquido. Apesar de não ser tóxico, tem efeito anestésico se inalado em grandes quantidades.

Medidas preventivas

– Não apoiar objetos na tubulação
– Não instalar em ambientes fechados
– Não manter materiais inflamáveis por perto
– Não obstruir áreas de ventilação
– Manter registro do botijão fechado (nos apartamentos)
– Trocar as mangueiras periodicamente
– Adquirir peças em revendas de confiança

Em casos de vazamento de gás

Se não tiver fogo, é preciso desligar o registro do gás, não acender as luzes, inclusive, desligando a chave geral de eletricidade, abrir portas e janelas e afastar as pessoas do local. Em seguida, acionar a empresa que distribui o gás.

Se houver fogo também é preciso fechar o registro, afastar quem está por perto, retirar materiais inflamáveis, desligar a chave geral e chamar o corpo de bombeiros.

Detectores de gás

Existem alguns detectores de gás, usados nos alarmes de incêndio a fim de corrigir vazamentos. Além destes, há outros detectores digitais, mas esses são mais caros e, normalmente, inviáveis para instalação em condomínios menores.

Mas, se não for possível identificar dessa maneira, existe uma forma mais simples. Basta fazer uma mistura de água e sabão, passar a mistura nas válvulas e juntas dos terminais de gás. Se fizer bolhas, significa que tem gás vazando. Dessa maneira, fica fácil descobrir o foco do vazamento para realizar o conserto.

Novas instalações

Se o condomínio tiver problemas com as instalações de gás, deve procurar outra empresa para uma nova instalação. Confira se esta empresa é confiável, oferece manutenção e garantia dos seus equipamentos.

 

Fonte: Condo Brasil

Como limpar acabamentos de inox?

O mais indicado é usar pano macio ou esponja de náilon com água e sabão ou detergente neutros. Depois da limpeza, é fundamental passar um pano seco que remova toda a água para evitar manchas na superfície. “Marcas de dedos podem ser eliminadas com pano umedecido em álcool isopropílico”, afirma Tiago Lima, consultor técnico da Associação Brasileira do Aço Inoxidável (Abinox). O mercado ainda oferece produtos específicos para inox, que também são boas alternativas. E atenção: palha de aço e produtos à base de cloro – como água sanitária – são proibidos.

 

Fonte: Minha Casa

5 dicas infalíveis para conduzir a assembleia de condomínio

Nem sempre é fácil conduzir uma reunião de condomínio sem que nada saia do controle, por isso trouxemos 5 dicas infalíveis para conduzir uma assembleia de condomínio da melhor maneira possível.

1- Preparando os condôminos

O primeiro passo para convocação dos moradores em uma reunião de condomínio é dar um aviso de 15 dias antes da data agendada.

Aproveite a oportunidade para divulgar as pautas da reunião de condomínio no mural de recados ou qualquer meio de comunicação. Informe o título e uma pequena descrição sobre os assuntos abordados na assembleia.

2- Escolha o local correto

Escolha um local agradável e selecione uma música ambiente. Crie um clima mais ameno antes da reunião. Prepare o local com antecedência, organize as cadeiras em círculos para que o diálogo fique facilitado. Uma ótima dica é começar com uma mesa de café.

Mantenha também os materiais organizados e mostre aos condôminos por meio de cópias ou projetados em uma parede branca.

3- Conduzindo a assembleia

É importante escolher os moderadores da assembleia de condomínio e o presidente da mesa. O presidente é o responsável por orientar e conduzir toda a reunião.

Para esta função é necessário firmeza e neutralidade. Os moderadores conduzem a assembleia evitando aglomerações, discussões e debates longos e sem fundamentos.

Outro ponto importante é o tempo de reunião, estabeleça limites de tempo para cada um dos assuntos. Afinal, ninguém gosta de reuniões de condomínio que duram uma eternidade.

4- Mantenha o foco e atenção total

Outro problema bastante comum em assembleias e reuniões de condomínio diz respeito a conversas paralelas, discussões e conversas cruzadas.

Mas como fazer para que todos se atenham aos assuntos em pauta? O presidente da mesa deve informar que os assuntos que serão discutidos naquele dia foram pré-estabelecidos, mas que o morador será procurado pelo síndico para conversar sobre o assunto abordado.

5- Após a reunião

Muitas dúvidas podem surgir durante a reunião. Por isso é comum que pequenos grupos de moradores permaneçam por mais tempo no local.

Aproveite esse tempo para esclarecer as dúvidas e comentar as decisões tomadas na assembleia. O presidente da mesa deve, junto a um funcionário da administradora de condomínios, redigir a ata da reunião recém terminada. A ata deve ser entregue no prazo estabelecido expresso na convenção.

 

Fonte: Condo Brasil

Como tornar a assembleia atrativa aos condôminos

Pesquisa realizada pelo portal SíndicoNet aponta que as assembleias contam, em média, com um quórum de apenas 15% dos condôminos.

Por isso, preparamos uma reportagem especial para entender o que desmotiva os condôminos e como é possível tornar esse evento mais interessante.

MOTIVOS

As razões para o condômino não participar são variadas:

  • isenção: prefere não se posicionar sobre determinados assuntos
  • desinteresse: não participa por pura comodidade ou porque os assuntos em pauta são pouco relevantes
  • aprovação: está satisfeito com tudo e confia na administração. Por isso, não vê necessidade de sua participação.
  • falta de tempo: não tem tempo para participar ou considera o tempo de duração muito elevado
  • uso excessivo de procurações: apesar de ser permitido por Lei, desde que a convenção não proíba ou determine limites, o uso em excesso de procurações é muito criticado pelos demais condôminos. Trata-se de uma prática que, se usada de forma abusiva, compromete (e muito) o objetivo democrático de uma assembleia.
  • falta de objetividade no tratamento dos assuntos em pauta: Ficar mais de duas horas falando sobre aspectos nem sempre pertinentes a todos os moradores pode tornar-se um suplício.

“A maioria das pessoas quer esclarecer todos os problemas do condomínio na assembleia, com cada um defendendo seu ponto de vista, desrespeitando o que foi definido na pauta”, acredita Sueli Duek. Desta forma, perde-se o foco com questões que podem ser resolvidas apenas fazendo uma sugestão ou crítica no livro de ocorrências do prédio, que geralmente fica na portaria.

CONVOCAÇÃO

Para a maioria das fontes consultadas para esta reportagem, além do procedimento convencional de convocação por edital, é aconselhável reforçar o acontecimento por meio de comunicados no elevador, quadro de avisos e até e-mails. Pode-se solicitar também ao porteiro ou zelador que ligue para todos os apartamentos uma hora antes da primeira convocação.

  Dicas para uma convocação bem-sucedida:

Em relação ao edital, recomenda-se que este tenha no máximo seis itens em pauta;

  • as pautas devem ser claras, pertinentes e necessárias;
  • se achar conveniente, estipular e mencionar tempo máximo de duração (a média costuma ser de duas horas)
  • colocar observações como: “A sua presença é indispensável para o bom andamento e valorização do nosso patrimônio”;”Os ausentes, por Lei, deverão acatar com todas as decisões tomadas”.
  • atente se nesse dia haverá algum jogo de futebol ou qualquer outro evento popular importante, ou se é próximo de feriado prolongado;
  • peça ao porteiro para colocar nos elevadores, um dia antes ou no dia da assembleia, um lembrete simples, como: “Não se esqueça: hoje, você tem um compromisso com o seu condomínio!”. Essa atitude chama a atenção dos moradores para a reunião.
  • assuntos mais chamativos: reajuste da mensalidade condominial; cotas extras para reformas em geral: pintura e lavagem do prédio, manutenção de elevadores, obras na fachada etc.; eleição de síndico; sorteio de vagas de garagem; troca de funcionários próprios por terceirização.

DATAS, HORÁRIOS E DURAÇÃO

  • O tempo ideal de duração de uma assembleia deve girar em torno de 1h30 a 2h. 
  • No quesito horário, o mais recomendado é entre 20h e 20h30, para dar tempo de as pessoas chegarem do trabalho, e para que a reunião não termine muito tarde.
  • Fazer a primeira chamada entre 19h30 e 20h e aguardar até às 20h30, para o segundo e derradeiro aviso.
  • Inicie sempre no horário (geralmente na segunda chamada, uma vez que a participação da primeira dificilmente é alcançada).
  • É bom considerar que entre segunda e quarta-feira as pessoas estão no ritmo mais intenso de trabalho e, provavelmente, mais disponíveis para participar de reuniões. Muitos não descartam a quinta-feira como opção, desde que não seja próxima de um feriado
  • Não é recomendado realizar assembleias nos fins de semana. Entretanto, caso seja esta a opção, prefira o horário das 10h ou 15h, e aos domingos – em um caso extremo – às 10h ou 11h.

O QUE SERVIR?

Para alguns dos profissionais consultados pela reportagem, água, café e, no máximo, biscoitos, são suficientes, já que estamos falando de uma assembleia, não exatamente de uma festa ou confraternização.

Por outro lado, há quem prefira tornar essa reunião mais descontraída, com aperitivos diversos, sanduíches, refrigerantes, até como forma de acalmar os ânimos dos condôminos mais exaltados. “As pessoas interagem mais e perde-se um pouco da hostilidade de alguns”, sugere Rodrigo Matias.

Álcool, contudo, é terminantemente proibido: pode causar constrangimentos irreversíveis entre os moradores.

USO DE PROCURAÇÕES

Conforme mencionado nesta matéria, o uso excessivo de procurações, apesar de ser permitido por Lei, desde que a convenção não proíba ou determine limites, é muito criticado pelos demais condôminos.

Trata-se de uma prática que, se possível, deve ser evitada, pois se usada de forma abusiva, compromete (e muito) o objetivo democrático de uma assembleia, desestimulando assim a presença dos demais participantes.

Se a convenção do seu condomínio não estabelece limites para isto, a única saída é conseguir aprovação de 2/3 do total dos condôminos para alterar a convenção.

 

O PAPEL DO SÍNDICO

O síndico deve exercer o papel de mediador, mantendo a ordem e a coletividade.

“Se, durante a reunião, apenas um morador faz perguntas, a assembleia torna-se desinteressante”, opina Rodrigo Matias. Em assuntos mais polêmicos que envolvam reformas, por exemplo, é sempre importante realizar uma votação.

Juraci Garcia Baena lembra ainda que o síndico precisa estar bem informado sobre todas as questões que envolvem o condomínio. “Além disso, ele precisa ter muito jogo de cintura e tolerância”, avisa.

O mais importante, na opinião dos síndicos e administradores consultados pela reportagem, é manter sempre o roteiro da pauta, minimizando as eventuais “escapadas” do tema. Na ânsia de resolver seus problemas, os condôminos podem discutir assuntos sem relevância para a coletividade.

“Bons exemplos são questões como vagas de garagem, barulho, entre outros, em que se gasta tempo, o problema não é resolvido e deixa os demais participantes chateados”, ressalta Baena.

Uma alternativa é que esses assuntos de ordem geral sejam discutidos fora de hora, no final da assembleia. Assim, só quem estiver envolvido com os tópicos participará.

Dicas e ideias interessantes:

  • Antes da convocação, procure debater informalmente e colher informações com os condôminos sobre os pontos mais complexos a serem pautados. Isso pode ser feito por meio de uma breve reunião informal, ou até mesmo via troca de e-mails, por exemplo. Mas é muito importante que todos sejam convidados a participar, para evitar que alguém se sinta excluído ou desfavorecido. Assim, quando ocorrer a assembleia, os interessados estarão melhor informados sobre a pauta e poderão contribuir com idéias, opiniões e/ou sugestões mais objetivas. Isso pode tornar o debate visivelmente mais produtivo
  • Defina uma mesa com presidência e secretaria que sejam referência no condomínio, para que todos respeitem.
  • Determine o assunto a ser tratado e só passe para outro depois de resolvido e anotado na ata.
  • Esforce-se para manter a seqüência estabelecida pela pauta, negociando as questões novas para o final da reunião. Se conseguir, a assembleia está garantida.
  • Nunca manobre: discuta cada item sempre de forma transparente.
  • Os assuntos a serem tratados podem  ficar expostos em cartazes pela sala de reunião.
  • As cadeiras podem ser dispostas em um círculo, facilitando a comunicação face-a-face.
  • Sortear algum brinde de boa qualidade durante a assembleia pode surtir efeito em alguns casos. Se for o seu, coloque na convocação que haverá essa prática.
  • Mantenha o material (orçamentos, provisão orçamentária, extratos bancários, fotos de obras e serviços etc.) organizado e, se possível, mostre aos condôminos por meio de retro-projetor ou computador, por exemplo, tornando a reunião menos cansativa.
  • Outra boa medida é levar cópia da Convenção e do Regulamento Interno, para possível consulta.
  • Um dia depois da reunião, coloque um cartaz nos elevadores informando os principais tópicos discutidos e seus resultados, para que todos saibam o que aconteceu na assembleia. A ata deve ser rigorosamente enviada aos condôminos em até oito dias.

Fonte: Sindico Net

O condomínio está com dívida. E agora?

Para a segurança do síndico e dos condôminos, todo condomínio deve ter contabilidade regular, diz o presidente do CRCSC.

Um dos maiores problemas para o condomínio é a inadimplência dos moradores. Mas, e quando a situação é inversa e o condomínio é que está devendo? O que fazer? “Trata-se de um desafio recorrente no dia a dia dos síndicos e que causa grandes impactos na administração, seja pela questão financeira no orçamento ou pelo aspecto moral”, avalia o presidente do Conselho Regional de Contabilidade de Santa Catarina (CRCSC), contador Marcello Seemann. Para esclarecer as principais dúvidas na hora de resolver as despesas condominiais, o Jornal dos Condomínios entrevistou o presidente do CRCSC e o advogado Alberto Luís Calgaro, especialista em Direito Imobiliário.

Mas o que leva o condomínio a chegar a essa situação? Acumular pequenas dívidas? Pagar contas e tributos em atraso? Falta de planejamento? “Pela lógica, não deve faltar dinheiro para as contas, pois a arrecadação mensal da taxa de condomínio deve ser o necessário para cobrir todas as suas despesas mensais. Afinal, o condomínio não é uma empresa, não exerce atividade econômica e não possui lucro, mas tão somente realiza o rateio mensal das suas despesas entre os condôminos”, atesta Alberto Calgaro.

Segundo ele, o acúmulo de dívidas pelo condomínio, via de regra, é causado por má gestão do síndico – que gasta mais dinheiro do que poderia -, ou que calcula mal a previsão orçamentária para fixação do reajuste anual do valor da taxa condominial. Mas, de outro lado, afirma ele, há também as situações inesperadas como, por exemplo,um aumento imprevisível do percentual de inadimplência da taxa condominial, do reajuste de despesas com terceiros acima da inflação (salários de empregados, água, luz etc.).

Na verdade, diz Calgaro, é importante destacar que ser síndico é uma atividade complexa, pois ele administra o patrimônio de terceiros, assumindo inúmeras obrigações e, consequentemente, responsabilidades. “Ele é responsável pelo funcionamento do condomínio e, em alguns casos, pelos pagamentos e recebimentos. Sua responsabilidade é fazer a parte financeira de forma correta e prestar contas da arrecadação e utilização dos valores aos condôminos”, emenda Seemann.

Como evitar transtornos

Para Alberto Calgaro, é recomendável que o síndico busque o auxílio de profissionais para lhe assessorar na gestão. Uma boa empresa do ramo de administração e contabilidade condominial, por exemplo, saberá orientar o síndico sobre todas as obrigações legais, além de fazer o controle de folha de pagamento dos empregados do condomínio e a emissão das guias de recolhimento dos tributos e contribuições devidas.

Mesmo contando com a assessoria de uma empresa ou profissional, é importante destacar que o síndico continua sendo responsável pela administração do condomínio, motivo pelo qual – auxiliado por um Conselho Fiscal atuante – deve sempre conferir as guias emitidas e pagamentos realizados, de modo a se certificar que todas as obrigações estão sendo corretamente cumpridas.

“De tempo em tempo o síndico também pode solicitar certidões negativas junto aos órgãos públicos (INSS, Receita Federal e Municipal etc.) de modo a se assegurar de que não há nenhuma obrigação pendente, ou, se houver, para que possa resolvê-la o mais cedo possível”, alerta o advogado.

Ele lembra também que todos os anos as despesas condominiais sofrem reajuste e, igualmente, a taxa condominial deve ser reajustada, sob pena de ficar defasada e faltar dinheiro para o pagamento das despesas. “Caso o síndico perceba que vai faltar dinheiro para as despesas mensais, deve imediatamente dar conhecimento ao Conselho Fiscal, para que se identifique se é uma situação excepcional, ou se há a necessidade de reajustar a contribuição condominial”, ressalta Calgaro.

Nesse segundo caso, destaca o advogado, o síndico deve convocar uma Assembleia Geral Extraordinária, apresentando aos condôminos o déficit existente e propondo formas de aumentar a arrecadação do condomínio. Agindo assim, o síndico dá conhecimento da situação a todos e pode encontrar uma solução para fazer frente às despesas, dividindo a responsabilidade com a Assembleia Geral e não podendo ser acusado no futuro de ter omitido tal fato dos condôminos.

“Para a segurança do síndico e dos condôminos, todo condomínio deve possuir contabilidade regular, com Livros Diário e Razão, sendo o Livro Diário registrado em cartório, pois a contabilidade registra todas as operações ocorridas no CNPJ do condomínio”, aconselha o contador Marcello Seemann, lembrando que as administradoras e os escritórios de contabilidade precisam encaminhar ao condomínio, após o processamento das informações, toda a documentação, para que esta fique sob a guarda do condomínio.

“Documentos trabalhistas não devem ser descartados. Demais documentos como extratos bancários, despesas, etc. devem ser guardados por no mínimo cinco anos. Quando houver contratações de terceirizados, o condomínio deve exigir da empresa que foi contratada a cópia dos documentos do trabalhador. Esse processo é importante para verificar se a empresa terceirizada está pagando o salário correspondente, recolhendo o FGTS e INSS, pois como o trabalhador realiza suas atividades nas dependências do condomínio, este se torna corresponsável”, explica Seemann.

Confira as complicações para o condomínio

– Se o condomínio estiver com dívidas, estas estarão registradas no seu CNPJ, portanto não será possível emitir certidões negativas. Isso pode prejudicar as operações com bancos e fornecedores. Os impostos e contribuições como PIS sobre a folha de pagamento, INSS, FGTS, impostos retidos na fonte, ISS, IPTU, quando em aberto, são encaminhados posteriormente para Dívida Ativa. Esses impostos podem ser quitados de uma só vez ou, em alguns casos, podem ser parcelados.

– O síndico responderá civil e criminalmente caso seja comprovada alguma má-fé de sua parte em relação à administração. Sobre cobrar algo do síndico, sempre será na esfera civil ou criminal, para tentar reaver valores, caso o encarregado tenha causado algum dano ao condomínio.

– Quando o Condomínio contrata uma administradora, ela fará o papel do financeiro, de arrecadar e pagar as contas, portanto terá as mesmas implicações que o síndico. Se houver alguma má-fé por parte da administradora do condomínio, ela sofrerá processos cíveis e criminais. De qualquer forma, as dívidas continuam sendo no CNPJ do condomínio.

-As dívidas do condomínio estão atreladas ao seu CNPJ. Se o proprietário do imóvel quiser vender seu apartamento e houver débitos no condomínio, o novo proprietário estará assumindo essa dívida.

– Em caso de dívidas de impostos, as contas irão para Dívida Ativa. Em caso de débitos com fornecedores, bancos, tais débitos constarão no Serasa e SPC. É importante frisar que as dívidas podem impedir operações bancárias e com os fornecedores.
Fonte: Marcello Seemann, contador

ENCARGOS

O condomínio possui inúmeras obrigações fiscais e previdenciárias, seja como contribuinte ou como substituto tributário. Os encargos, segundo Alberto Calgaro, podem variar conforme cada caso, mas em geral pode-se citar:

– Recolhimento de INSS sobre o pró-labore do síndico;
– Recolhimento de INSS, FGTS, PIS sobre o salário dos funcionários;
-Retenção e recolhimento de INSS, PIS/COFINS/CSLL e ISS quando da contratação de prestadores de serviços (essas obrigações podem variar conforme o enquadramento da empresa de prestação de serviços);
– Recolhimento da contribuição sindical patronal no dia 31 de janeiro de cada ano;
– Desconto da contribuição sindical dos funcionários na folha de pagamento do mês de março e recolhimento ao sindicato dos empregados no mês de abril de cada ano;
– Recolhimento da taxa para solicitação de vistoria do Corpo de Bombeiros nos sistemas de prevenção e combate a incêndio.

 

Fonte: Condomínios Sc

Funções de uma administradora de condomínio: veja as principais atribuições

Administração condominial é um assunto que rende muitas dúvidas. Quais as funções de uma administradora de condomínio? Que papel a prestadora de serviço exerce dentro da gestão? Quanto cobra uma administradora de condomínio? Essas e muitas outras perguntas fazem síndicos de todo o país refletirem se realmente vale a pena contratar o serviço desse tipo de empresa.

Com esta publicação, entenda quais são as funções de uma administradora de condomínio:

Responsabilidades da administradora de condomínio

Entenda a diferença entre síndico e administrador de condomínio

Benefícios da administradora para o condomínio

Responsabilidades da administradora de condomínio

Para começar, precisamos determinar quais são as principais funções de uma administradora de condomínio. Em síntese, esse tipo de empresa atua, principalmente, cuidando da gestão financeira, de recursos humanos, jurídica e administrativa do condomínio.

A seguir, vamos abordar cada uma dessas áreas de atuação:

Funções de uma administradora de condomínio na gestão financeira

A gestão financeira do condomínio é um dos principais motivos que levam condomínios a contratar ajuda especializada.

Na parte das finanças, as principais funções de uma administradora de condomínio são:

  • Gerenciar o fundo de reserva do condomínio;
  • Cuidar das contas a pagar;
  • Elaborar os demonstrativos de receitas e despesas;
  • Fornecer assessoria na prestação de contas e previsão orçamentária;
  • Fazer o controle da inadimplência no condomínio, realizando cobranças e desenvolvendo relatórios;
  • Administrar a conta pool, caso o condomínio opte por essa modalidade de serviço.

Funções de uma administradora de condomínio na gestão de recursos humanos

A gestão de recursos humanos é parte imprescindível na administração condominial. E não há condomínio que sobreviva sem uma boa equipe profissionais qualificados ou com problemas nas obrigações trabalhistas.

As principais funções de uma administradora de condomínio em relação aos recursos humanos são:

  • Elaborar a folha de pagamento dos funcionários;
  • Desenvolver e armazenar contratos de trabalho;
  • Gerenciar o pagamento de encargos previdenciários;

As administradoras poderão ficar responsáveis pela seleção, contratação e treinamento dos funcionários. Porém, essas atividades são tidas como adicionais e, por isso, aumentam o valor do contrato de acordo com as necessidades do condomínio.

Funções de uma administradora de condomínio na gestão jurídica

No âmbito jurídico, a principal função de uma administradora de condomínio é oferecer assessoria ao síndico. Nesse quesito, a empresa administradora deve oferecer suporte jurídico em casos de inadimplência.

Por exemplo, a administradora possui todo o conhecimento e pessoal necessário para entrar com uma cobrança judicial de condomínio rapidamente, antes que o problema tome maiores proporções.

Funções de uma administradora de condomínio na gestão administrativa

Por fim, uma das principais funções de uma administradora de condomínio está relacionada ao lado burocrático da vida em condomínio. Faz parte da gestão administrativa oferecida pela empresa:

  • Emitir e enviar boletos para o pagamento da taxa condominial;
  • Organizar os documentos do condomínio;
  • Organizar a pasta de prestação de contas;
  • Cumprir as obrigações fiscais e contábeis do condomínio.

Entenda a diferença entre síndico e administrador de condomínio

Uma solução alternativa para resolver problemas na administração condominial é contratar um administrador de condomínio. Esse tipo de profissional autônomo realiza as mesmas funções de uma administradora do condomínio. Porém, por um preço geralmente mais em conta.

Dessa forma, muitas pessoas ficam na dúvida sobre qual a diferença entre síndico e administrador de condomínio. Compreenda quais são as funções de cada prestador de serviço:

Funções do síndico

Em resumo, o síndico é o encarregado pela gestão do condomínio no dia a dia. Essas atribuições são determinadas pelo Art. 1.348 do novo Código Civil brasileiro, instaurado em 2002. Saiba quais são elas:

  • Organizar e convocar reuniões de assembleia geral;
  • Ser representante do condomínio e atuar como porta-voz dos interesses dos condôminos;
  • Cumprir e garantir que sejam cumpridas as normas da legislação interna do condomínio;
  • Zelar pela conservação das áreas comuns;
  • Realizar os serviços de manutenção no empreendimento;
  • Fazer a prestação de contas anualmente e sempre que requisitada;
  • Elaborar a previsão orçamentária uma vez por ano.

Conforme à lei, o síndico é o principal responsável pelo condomínio. Isso significa que o gestor tem responsabilidade civil e criminal. Logo, ele pode responder judicialmente por problemas que ocorrerem ao longo de seu mandato.

No entanto, isso não quer dizer que a culpa jogada apenas no síndico. O prestador de serviço também pode ser responsabilizado judicialmente pelos erros caso seja comprovado negligência ou má fé da sua parte. O termo utilizado para definir isso é responsabilidade solidária entre condomínio e administradora e que garante que ambas as partes terão de responder civil ou criminalmente se houver má administração.

Funções do administrador de condomínio

Enfim, vamos ressaltar quais são as atribuições de um administrador do condomínio. Resumidamente, esse profissional cuida exclusivamente da parte administrativa e burocrática bem como as funções de uma administradora de condomínio.

Confira a relação de funções de um administrador de condomínio:

  • Gerenciar a conta corrente, inclusive o fundo de reserva;
  • Montar balancetes e demonstrativos de receitas e despesas;
  • Organizar os documentos e a pasta de prestação de contas;
  • Pagar as despesas mensais do condomínio;
  • Emitir os boletos para o pagamento da taxa condominial;
  • Elaborar a folha de pagamento dos funcionários do condomínio, além dos contratos de trabalho;
  • Gerenciar todas as obrigações fiscais e contábeis do condomínio;
  • Assessorar o síndico em questões judiciais, contábeis, financeiras e trabalhistas.

Além disso, uma grande diferença entre o trabalho do síndico e do administrador condominial está na remuneração. Enquanto que o cargo do síndico pode ser ocupado por um morador do condomínio, o administrador de condomínio recebe salário, obrigatoriamente.

Para finalizar, é importante falar também sobre as funções de auxiliar administrativo de condomínio. Apesar de parecer similar, as atribuições desse profissional são de nível mais prático, como:

  • Escrever cartas de advertências ou multas;
  • Auxiliar em reuniões de assembleias gerais;
  • Organizar documentos administrativos, contas e contratos;
  • Redigir comunicados ou circulares;
  • Organizar a reserva de áreas comuns, como salão de festas.

Dessa forma, os auxiliares administrativos de condomínio devem estar abaixo do síndico e do administrador de condomínio, como uma espécie de ajudante.

Benefícios da administradora para o condomínio

Antes de fechar contrato com a primeira empresa que você encontrar, existem coisas que os síndicos devem analisar, uma vez que nem todos os condomínios precisam de mão de obra externa para ajudar na administração. E, em uma época de crise, é importante realizar apenas gastos necessários.

Saiba quais são as vantagens e desvantagens de contratar uma administradora para o condomínio:

Vantagens da contratação da administradora de condomínio

Alguns benefícios de contar com as funções de uma administradora de condomínio são:

  • Melhor controle da inadimplência;
  • Síndico tem mais tempo para focar em outras demandas;
  • Contar com o auxílio especializado em questões contábeis, jurídicas e burocráticas;
  • Receber reduções nas taxas bancárias, visto que administradoras conseguem fazer acordos melhores com bancos;
  • Possível redução de despesas e diminuição do preço da taxa condominial.

Desvantagens da contratação da administradora de condomínio

Por outro lado, o síndico deve ter conhecimento sobre alguns pontos sobre o serviço da administradora de condomínio:

  • Gasto mensal para o condomínio;
  • O síndico perde o controle total sobre as finanças e as contas bancárias do condomínio, principalmente quando se utiliza conta pool;
  • Como todos os processos são realizados pela empresa, a burocracia pode se tornar um empecilho no dia a dia do condomínio;
  • Nem sempre há transparência quanto às taxas cobradas pela administradora;
  • Condomínio pode sofrer com fraudes, desvios de dinheiro e outros tipos de irregularidades;
  • As ações são realizadas de forma manual, o que pode resultar em problemas e erros.

Se contratar uma administradora não é prioridade para o condomínio que você gerencia, uma dica é fazer a autoadministração. Dessa maneira, o síndico e o conselho fiscal ficam responsáveis por realizar as funções de uma administradora de condomínio. Nessas situações, é essencial contar com aparelhos que facilitam o trabalho, como softwares de gestão condominial.

Fonte: Townsq

Conselho fiscal do condomínio: quais as responsabilidades?

Todos condomínios lidam com muito dinheiro, o tempo todo. Por isso, é muito importante que o síndico tenha pessoas que possam para conferir todos os números, contas e gastos. O conselho fiscal do condomínio existe para suprir essa necessidade da administração condominial. Nessa matéria vamos mostrar o que é e quais as funções do conselho fiscal de condomínio. Vamos lá?

 

O que é?

É um grupo é formado por condôminos que são eleitos através de votação em assembleia.
Ao se candidatar para esse cargo, o morador precisa entender quais são as  responsabilidades da tarefa. Além de possuir um conhecimento mínimo em finanças são características importantes para a função de conselheiro fiscal do condomínio. Também é necessário ter atenção para conferir documentos e contas que fazem parte da rotina financeira de condomínio.

Quais são as responsabilidades do conselho fiscal condominial?

O conselho fiscal faz uma análise minuciosa sobre as finanças do condomínio,investigando as despesas, entradas e fundo de investimento. Todo o trabalho dos conselheiros deve possuir ética e transparência. Cabe a eles realizar as seguintes atividades: Garantir que os recursos arrecadados sejam aplicados corretamente; Conferir os balanços de contabilidade; Ajudar na elaboração da previsão orçamentária; Contratar o serviço de auditoria do condomínio se houver suspeita de desvios de verbas ou fraudes; Alertar o síndico sobre possíveis irregularidades, entre outros. É importante lembrar que o conselho fiscal não aprova as contas do condomínio. Essa é uma função que somente a assembleia pode realizar em reunião. O conselho apenas emite um relatório orientando se concorda ou não com os gastos prescritos.

Qual a importância do conselho fiscal no condomínio?

É válido destacar que o conselho condominial desempenha um papel em prol dos interesses comuns dos proprietários de unidades no local. E fornece uma maior credibilidade ao trabalho do síndico, pois o fato de existir um grupo de pessoas para fiscalizar as contas garante menos chances para erros. Ter um conselho fiscal no condomínio significa oferecer mais sossego e confiança.

 

Rachaduras na parede: aprenda como evitar esse perigo

Rachaduras na parede são um péssimo sinal! Se você encontrou alguma, é melhor abrir o olho e procurar uma solução o quanto antes. Pode não parecer um grande problema de início, mas com o passar do tempo é possível que elas comprometam a estrutura do imóvel.

Se a sua casa ainda não sofre com isso, melhor ainda. A melhor coisa a fazer é buscar informações e prevenir qualquer contratempo. Então acompanhe algumas dicas para evitar esse perigo.

Os tipos de rachaduras

Existe uma diferença entre os tipos de aberturas inesperadas que podem surgir nas paredes ou tetos. Todas são causadas pela ruptura de um componente ou material, mas possuem profundidade e tamanhos distintos. São elas: fissuras, trincas e rachaduras. Vamos falar brevemente de cada uma para que você seja capaz de identificá-las sem dificuldades.

Fissuras

Podem atingir pinturas, revestimentos e massa corrida, por exemplo. Geralmente, são alongadas e estreitas, não passando de 0,5 mm de largura. Possuem menor gravidade e não chegam a comprometer a estrutura.

Mas não é por causa disso que podem ser ignoradas. As fissuras dão origem às rachaduras, e aí o problema pode ser bem maior. Por isso, é importante que haja um acompanhamento desse tipo de abertura, fazendo uma avaliação de evolução ou estabilidade do problema.

Trincas

Chegam a atingir a alvenaria da parede ou teto, são mais acentuadas e profundas e têm entre 0,5 mm e 1 mm de espessura. Se uma parede estiver dividida em duas partes, ela tem uma trinca.

São mais perigosas do que as fissuras por possuírem como característica a separação e ruptura dos elementos, podendo levar ao comprometimento da segurança das estruturas.

Rachaduras

Elas têm as mesmas características das trincas, porém são mais profundas, acentuadas e mais largas (maiores que 5 mm). Com essas características, esse tipo de abertura permite a passagem de claridade, vento e até água da chuva.

Uma vez nessa situação, as rachaduras requerem ação imediata, como a contratação de um especialista para identificar a origem do problema e consertá-lo com urgência.

6 formas de evitar aberturas na parede

Existem várias razões e motivos que podem causar aberturas indesejadas nas paredes, tetos e pisos, e vão das mais simples às mais complexas. Saiba a seguir como evitá-las.

1. Tenha cuidado com os materiais utilizados para evitar as retrações

Quando a argamassa, o concreto ou o gesso perdem umidade, podem sofrer também com a perda de volume. Esse tipo de retração, chamado de secagem, pode causar o aparecimento de fissuras no material.

A madeira também pode sofrer retração se não for seca em estufa antes de ser usada em uma obra. Outro material que está sujeito à retração, causando fissuras, são as tintas.

Logo, é fundamental construir com a ajuda de um profissional e fazer uma avaliação após uma obra, observando a qualidade dos materiais e da construção.

2. Observe trepidações ou vibrações

As vibrações causadas por elementos externos, como o excesso de trânsito de veículos pesados, metrô e elevadores, podem afetar algumas construções e desencadear o surgimento de trincas. Por isso, é importante pedir uma avaliação do imóvel através de um profissional qualificado, para evitar surpresas desagradáveis depois de alugá-lo ou comprá-lo.

3. Fique atento às infiltrações

Muitas vezes as infiltrações ocorrem quando a obra não é bem supervisionada e devidamente impermeabilizada, costumando aparecer em forma de vazamento, principalmente, nos banheiros.

O problema se agrava quando a água escorre e começa a danificar o concreto, podendo até mesmo corroer amarras de aço. Nesse caso a estrutura pode vir a ruir. Portanto, se identificar um vazamento na sua casa, chame logo uma ajuda especializada.

4. Evite construir em terrenos instáveis

O recalque é o fenômeno que acontece quando uma construção sofre um rebaixamento, geralmente, devido ao assentamento da casa ou edifício no solo. O exemplo mais conhecido no mundo é a Torre de Pisa.

Quando a fundação da casa foi mal feita ou está em solo instável, há perigo até mesmo de desmoronamento. Fique atento se as portas e janelas apresentam algum desnível ou se estão difíceis de fechar. Preste atenção também na existência de rachaduras entre o piso e a parede.

Todos esses são sinais de uma fundação mal feita. Se for o caso, procure imediatamente o auxílio de um engenheiro, pois pode ser o caso de ser feita a desocupação do imóvel até o problema ser resolvido.

5. Observe a incidência de insetos na sua residência

Parece improvável e difícil de acontecer, mas insetos como formigas podem construir redes de túneis subterrâneos e causar oscilação no solo, comprometendo e danificando a fundação.

Os cupins também podem causar esse problema por se alimentarem de madeira, e, muitas vezes, não ficam em locais evidentes. Dessa forma, é importante observar a incidência desses animais em sua residência.

Caso veja uma grande quantidade deles, procure dedetizar o local e fazer uma avaliação constante do imóvel.

6. Chame um profissional

Se o problema aparecer, não tente “disfarçar” ou consertar sozinho. Lembre-se também que pintar a parede não resolve. Pequenas fissuras podem virar rachaduras e só um profissional saberá dizer se elas podem comprometer a estrutura.

Qualquer que seja a abertura, ela é uma anormalidade na construção e deve ser analisada por um profissional experiente. Então, se você notar o aparecimento de aberturas na sua casa, não deixe de apontar esse acontecimento como um possível problema.

O ideal é sempre acompanhar a evolução anotando estas três características:

  • O tipo de abertura (agora que você já sabe identificar).
  • A localização.
  • A evolução do problema: aqui, uma boa dica é fazer marcas sutis e anotar as datas das marcas, verificando se houve progressão na abertura ou se ela se manteve estável.

Passe essas informações detalhadas para o profissional que for fazer o diagnóstico na sua casa.

Se você mora em apartamento, o edifício tem a obrigação de zelar pela segurança dos seus moradores. Por isso, assim que notar fissuras, comunique o responsável pelo prédio. Já se a sua casa está sob terrenos instáveis, é de extrema importância que você acompanhe esses possíveis problemas.

As rachaduras na parede são ignoradas por muita gente, mas podem representar um grande perigo para o imóvel. Na dúvida, não hesite em pedir ajuda. Profissionais como engenheiros especializados saberão indicar a melhor solução e resolver o problema com precisão, além de apontar as melhores prevenções para que o problema não volte a acontecer.

Você tem ou já teve esse tipo de problema na sua casa? Conte nos comentários como o identificou e resolveu.

Fonte: Viva Real

Vazamento de Gás: Como evitar!

Uma explosão em apartamento causada pelo vazamento de gás atingiu todos os andares de um prédio, no bairro de São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e sensibilizou a todos, também alertando para cuidados com o uso do sistema de gás em suas casas. Além de pessoas muito feridas, o prédio foi muito comprometido, o síndico informou que o prédio tem seguro, mas que o conserto de cada apartamento vai ficar por conta dos moradores.

Existem dois tipos de gás para utilização em domicílios, e ambos necessitam de cuidados e atenção dos usuários, caso contrário, os danos causados por um vazamento de gás, por exemplo, podem ser gravíssimos:

Gás Natural

O gás natural é uma fonte de energia segura e não precisa de botijões ou cilindros para armazenar, fornecendo energia de forma contínua. É necessário que as instalações e equipamentos estejam em ordem para evitar vazamento de gás, e também outros problemas, por ser uma substância delicada. Para lidar com segurança, devem ser tomados os seguintes cuidados:

  • Não apoiar ou guardar objetos nas tubulações de gás.
  • Cuide para que as tubulações de gás não entrem em contato com cabos elétricos.
  • Afaste materiais inflamáveis ou corrosivos das tubulações.
  • Feche o registro de gás após a utilização dos aparelhos.
  • Feche a válvula do medidor de gás caso se ausente de sua residência por vários dias.
  • Não obstrua as áreas de ventilação.
  • Caso a chama do gás estiver amarelada ou com falhas, é provável que seja uma falha na combustão, é preciso reparar imediatamente.
  • Na cozinha, a conexão dos fogões à instalação de gás natural, deve ser feita em tubo flexível metálico, conforme norma NBR 14177. A instalação necessita de um registro de gás em local de fácil acesso. Para evitar o desgaste do tubo, que pode provocar vazamento de gás, o mesmo não deve estar em contato com superfícies quentes e as conexões devem estar em boas condições e bem apertadas.
  • Se houver falta de gás natural, por motivo diferente de corte, siga as instruções do fabricante para a abertura das válvulas, caso o fornecimento não seja restabelecido, contate o serviço de emergência autorizado.
  • Se sentir cheiro de gás, chame imediatamente a assistência técnica autorizada.

GLP ( Gás liquefeito de Petróleo)

Também conhecido como gás de cozinha,  é acondicionado dentro de cilindros em estado líquido (botijões). Ele produz o cheiro característico quando há um vazamento de gás. O GLP não é uma substância tóxica, porém se inalado em grande quantidade, produz efeito anestésico.

  • Nunca instale o botijão em locais fechados.
  • Evite passar a mangueira do botijão por trás do fogão, pois pode danificá-la.
  • Mantenha o registro do botijão sempre fechado.
  • Na troca, nunca deite o botijão.
  • Peça gás em revendas confiáveis (Se estiver amassado, enferrujado ou com lacre violado, recuse o produto).
  • Para identificar vazamento de gás: Utilize uma esponja de louça com sabão   esfregue ao redor da borboleta de conexão, se houver vazamento, se formarão pequenas bolhas de espuma.

Independente do sistema de gás de seu condomínio, é preciso que todos estejam atentos e haja manutenção regular para verificar se as instalações estão em boas condições, pois os acidentes graves, como o citado anteriormente pelo vazamento de gás, acontecem  majoritariamente por negligência a reparos ou mau uso.

Agora que você já sabe como garantir a segurança e evitar vazamentos de gás, verifique se em seu condomínio está tudo dentro dos conformes, e fique tranquilo para aproveitar a vida em condomínio!

 

Fonte: Blog Townsq