Como tornar o seu condomínio mais sustentável?

Levar esse assunto para assembléias é fundamental, para que todos os moradores possam expor suas opiniões e terem conhecimento do projeto. Dar ênfase ao benefícios é uma ótima estratégia de convencimento.

 

Essas atitudes costumam ser bem aceitas e mesmo que simples, contribuem de forma efetiva para a economia no final do mês. Quer saber como gastar menos luz? Confira simples dicas que podem ser implantadas nos condomínios gerando pouco custo – ou zero- e vários benefícios:

 

Use a escada

O elevador é um dos maiores responsáveis pelo alto consumo de energia, por isso incentive o uso das escadas no lugar dos elevadores.

 

Brincadeira de criança

As crianças adoram apertar botões, não é mesmo? A luz em volta do botão do elevador atrai seus dedinhos nervosos. Por isso, oriente os responsáveis a não deixarem as crianças apertarem todos os botões do elevador. Isso aumenta o gasto de energia e de manutenção.

 

Sensores de presença

A troca das lâmpadas comuns pelas de LED e a instalação de sensores apresentam uma significável redução no consumo de energia.

 

Luz natural

Janelas grandes e tetos solares permitem a passagem de luz natural. Dessa forma, ligar o interruptor na presença de luz solar torna-se desnecessário.

 

Viu como é fácil? Simples atitudes fazem a diferença! Leve essas dicas para a próxima assembléia e ajude a tornar o seu prédio mais sustentável! Seu bolso agradece e o meio ambiente também! 🙂

 

Como permitir animais de estimação no condomínio?

Essa é uma briga difícil de ser resolvida.

Segundo o IBGE, em 2015 eram aproximadamente 52,2 milhões de cachorros e 22 milhões de gatos. Resultando em uma média de 75 milhões de pets.

Fica difícil competir com esses números e proibir que os moradores mantenham pets nos apartamentos.

Mas vamos ao que interessa: como permitir animais no condomínio?

Saiba que não existe lei que regulamente a presença de animais de estimação em condomínios.

A Constituição do Brasil garante aos cidadãos o direito a propriedades privadas. Dentro delas, o indivíduo tem autonomia para possuir o bem que desejar. Seja ele um novo móvel ou um animal de estimação.

A Lei do Condomínio, como é conhecida a Lei 4591/64, permite que o morador mantenha animais domésticos no apartamento. No entanto, deve-se respeitar as normas de convivência do condomínio em que reside. Por isso, o síndico poderá acrescentar normas e convenções no regulamento interno. Mas para isso também vale o bom senso.

Quais são as regras de convivência básica para pessoas que têm animais em apartamento?

 

Focinheira

Cães como pitbulls, rotweillers e outras raças de grande porte, ou mesmo um pequeno mais arisco, devem circular usando focinheira.

Não podemos prever se eles se sentirão ameaçados com algum vizinho que entrou no elevador, ou mesmo com o cheiro de outro cachorro. Para os pequenos ariscos a regra vale pois, por serem pequenos, muitas pessoas e crianças vão querer tocá-lo e podem acabar levando uma mordida, mesmo que não intencional.

Sacos para recolher fezes

O síndico deve indicar ao morador que nunca deve sair com seu animal sem um saquinho para recolher as fezes.

Nas regras da boa convivência, sujeira não recolhida pode gerar problemas tanto para o morador quanto para o síndico.

Barulho

Esse é um ponto complicado.

Se o morador trabalha e possui um animal de estimação mais carente, assustado e que precisa de mais atenção, pode ser que esse animalzinho faça mais barulho ao ficar sozinho. Cachorros podem latir exageradamente, uivar ou mesmo correr de um lado dado para outro.

Para isso vale mais o bom senso do dono do animal para passear com ele mais vezes e brincar em locais abertos para que o cachorro corra e gaste a energia que acaba ficando acumulada. Com a prática frequente, o barulho pode chegar a zero.

O papel do síndico

O síndico, como mediador de conflitos em condomínios, deve sempre garantir o bem-estar dos moradores. Desde que não interfira em assuntos que digam respeito ao interior da residência do morador.

Por isso o mais indicado é conversar informalmente com o dono do animal assim que surgirem problemas.

Para manter a ordem no seu condomínio, é importante que o síndico esteja bem informado sobre as leis que podem ser aplicadas. Assim como as coisas que são proibidas. Por exemplo, o regulamento não pode exigir que os donos carreguem seus animais no colo em áreas comuns. Isso pode ser considerado como ato abusivo, ou mesmo constrangimento ilegal.

Entretanto, para o morador, é importante que esteja informado sobre seus direitos e deveres para que todos possam conviver de maneira agradável.

Como lidar com a inadimplência em condomínios?

Quem é síndico sabe: a inadimplência é um dos problemas mais recorrentes e sempre ocorrerá quando se trata da gestão de condomínios (ou de qualquer outro negócio). Com a
crise, esses casos são ainda mais recorrentes aumentando a taxa de inadimplência.

A questão é: como minimizar o problema de forma ética e inteligente?

É preciso agir, antes de mais nada, com profissionalismo. Nada de sair por aí divulgando o “Top 10” da inadimplência em condomínios que você administra. Apesar da vontade ser grande é antiético e não resolverá o problema.

Além disso, pode ser considerada uma humilhação e gerar processos por danos morais.

Quer saber mais? Confira algumas dicas:

Conscientize

A consciência geral de que todos devem pagar as contas em dia é a melhor maneira de evitar o problema e não apenas remediá-lo.

Há multas por pagamentos atrasados, mas não são altas o suficiente para “estimular” o pagamento em dia. Por isso, criar a cultura é muito mais viável.

Você pode produzir materiais informativos e colocar nos locais comuns, com os benefícios de pagar as contas em dia pelo bem comum dos condôminos.

Direito de voto cassado

Sim, o síndico pode cassar o direito de voto na assembleia de quem não está em dia com as contas do condomínio.

A regra deve ser devidamente cumprida. A realização da assembleia pode ser aproveitada para colocar outras pautas em dia relacionadas aos gastos que o condomínio possui para
manutenção de áreas comuns.

Formas de pagamento

Ofereça as mais diversas formas de pagamento, como cartão de crédito, débito, boleto, cheque ou dinheiro.

Quanto mais opções disponíveis mais chances do morador pagar.

Caso você aceite apenas cheque, isso pode ser um empecilho para o pagador. Além disso, se ele se programe para pagar de determinada forma e esta não é aceita, todo o planejamento cai por terra.

Envie o quanto antes

Se você envia o boleto com antecedência deixa menos abertura para o argumento de que a conta chegou muito em cima da data de pagamento.

Além disso, há mais chances da pessoa se programar para pagar.

Dívida “impagável”

Evite que o pagador deva por muitos meses seguidos, acumulando o valor. Para isso, é necessário identificar a inadimplência em seus primeiros sinais.

Desta forma, você pode negociar o pagamento de uma maneira mais viável para morador, a fim de que ele, aos poucos, quite sua dívida.

Fundo de reserva

Ter uma reserva é a melhor maneira de não passar por apertos na hora que a inadimplência aumentar.

Independente dos devedores, com fundo é possível fazer o essencial no condomínio sem comprometer o orçamento.

 

Fonte: Condo Brasil

Atitudes que devem ser tomadas para zelar pela segurança das crianças em condomínios

A segurança das crianças pode ser um dos fatores que levam uma família a optar por morar em um condomínio. Afinal, nós prezamos muito pela segurança dos nossos pequenos, e nesse espaço além de ser seguro, as crianças possuem opções de lazer e de interatividade com outras crianças.

Mas a ideia de liberdade das crianças no condomínio não pode ser estender a todas as áreas. Isso, porque andar sozinhas pode não ser uma situação segura para menores de 10 anos, pois o condomínio tem lugares que podem ser perigosos para elas, como instalações elétricas, piscinas, escadas, elevadores e outros.

Outro ponto é o barulho que as crianças fazem quando estão sozinhas. Por isso, além de não deixar menores sozinhos em áreas comuns, também não é ideal que fiquem brincando pelo condomínio após o horário de silêncio que normalmente é entre  às 9h e 20h

Os responsáveis que descumprirem essa recomendação, expondo as crianças ao risco, devem ser advertidos e também submetidos ao pagamento de multas, pela infração. As multas podem acabar servindo como um fator educativo, a fim de que as regras sejam cumpridas por todos.

 

Delivery em condomínios

Entre as comodidades da vida moderna está, sem sombra de dúvida, a facilidade de se receber em casa o que se compra pelo telefone ou pela internet. Seja remédio, pizza, fastfood, enfim, uma gama de produtos hoje está sendo disponibilizado nesta modalidade.

Mas vem a primeira preocupação. E como conviver com a entrada destes entregadores nos condomínios sem fragilizar seu esquema de segurança? Tudo começa por uma convenção de condomínio bem elaborada, competência dos funcionários e principalmente conscientização dos moradores.

Os especialistas em segurança sempre orientam os condomínios a não permitirem a entrada destes entregadores, ou, dependendo do caso, que sejam adotadas normas para a convivência desta questão. Entre as dicas destacamos:

 

  • Entregadores de pequenos volumes: Estes produtos podem perfeitamente serem entregues ao porteiro, que encaminhará diretamente ao apartamento, através do zelador, ou comunicando ao destinatário para que este pessoalmente venha à portaria e receba sua encomenda. Esta é a melhor e mais eficiente maneira de se receber mercadorias em condomínio. Quanto ao fato de ter que ser pago algum valor, isso não torna ineficiente esta modalidade, basta que o condômino, previamente, já deixe na portaria o valor a ser pago.

 

  • Entregadores de Remédios: Há condôminos que se queixam da impossibilidade de se dirigir à portaria para receber seus remédios uma vez que poderiam estar impossibilitados para tal, por estarem, por exemplo, acamados. É um fato relevante e que merece reflexão. Tendo o condomínio na hora do recebimento da mercadoria, um zelador para intermediar a entrega/pagamento, não teríamos aí grandes problemas. O fato implicador seria o de não haver o zelador no momento. Neste caso, a dica é cadastrar os entregadores, em número quanto menor melhor, preferencialmente de uma única farmácia (a mais próxima do condomínio possível) e se certificar se o condômino realmente solicitou a mercadoria, e ao autorizar sua entrada, verificar seus documentos pessoais e monitorar seu percurso no edifício. O CFTV facilita este trabalho.

 

  • Entregadores de Gás e Água: Por serem mercadorias de grande volume e peso, se torna difícil implantar a modalidade de entrega na portaria para que o condômino venha receber e levar até sua unidade. Neste caso, a saída é cadastrar uma ou no máximo duas empresas para que só elas tenham autorização de entrar no prédio, mas mesmo assim, todas as precauções devem ser seguidas, como por exemplo: verificar documento, se certificar se o condômino solicitou a mercadoria e principalmente monitorar seu percurso e tempo dentro do edifício.

 

No mais, é usufruir deste tão cômodo serviço, pois não há nada melhor do que receber em sua porta, aquilo que você está precisando, sem ter o trabalho de sair de casa para ir buscá-lo. Sirva-se a vontade, porém, de olho na segurança, sua e dos demais vizinhos. Não se faz segurança, se pratica, e em conjunto.

Fonte: SindicoNet

Dicas para comprar o imóvel ideal

Comprar um imóvel é uma das maiores decisões que uma pessoa toma ao longo da vida, principalmente quando é a realização de um sonho. Juntamente com esse sonho vem um verdadeiro mundo de responsabilidades com a reserva de dinheiro para dar de entrada, a quitação das prestações do financiamento imobiliário e o peso que ele terá no orçamento mensal ao longo dos anos. Por isso, na hora da escolha é muito importante procurar por uma região que supra suas necessidades. Depois da escolha do bairro, comece a estudar o movimento das ruas, faça visitas à noite para saber se há muito movimento e vale a pena, também, avaliar como funciona o bairro aos finais de semana.

Para encontrar o tão sonhado imóvel é preciso correr atrás. Veja a seguir algumas dicas que podem te ajudar a encontrar o imóvel certo.

 

  • Faça uma avaliação durante a visita

 

É fundamental que você faça uma vistoria do local, analisando as paredes, se existem rachaduras ou infiltrações. E se o ambiente possui muita umidade, se há odores que indiquem mofo. Certifique- se que o banheiro e a cozinha são bem ventilados, pois essas áreas necessitam de uma ventilação maior.

 

  • Especule se a região pode se valorizar ou se depreciar

 

Sabemos que não há como prever o futuro, mas a especulação pode te ajudar a escolhas com mais chances de êxito. Para entender o quanto a área pode desvalorizar, você pode ser observar se a região está recebendo lojas, shoppings, mercados e se há algum projeto de construção por parte de alguma construtora. O surgimento desses empreendimentos podem sinalizar que a região está se desenvolvendo.

 

  • Pense se o imóvel será adequado para você daqui a alguns anos

 

A compra de um imóvel requer um grande planejamento financeiro. Por causa disso, fazer a escolha ideal vai fazer com que evite mais gastos, além da dor de cabeça de começar tudo de novo.

 

  • Veja se o imóvel cabe no seu bolso

 

Avalie se seu orçamento lhe permite arcar com o custo de aquisição. Caso seja feito um financiamento, certifique-se que não irá comprometer mais de 20% do orçamento mensal com a dívida.

 

  • Não enrole muito para escolher

 

Comprar um imóvel é uma decisão muito importante, mas é preciso tomar cuidado para não pecar pelo excesso. Se viu algum imóvel pela internet e gostou, o ideal é entrar em contato de imediato com os anunciantes. Pois, um imóvel muito bom pode ter maior procura, e você pode perdê-lo pela demora.

Leis de trânsito dentro de condomínios

Atualmente, a maior parte dos condomínios são verdadeiras cidades, e possuem suas próprias vias de trânsito, mas as mesmas necessitam ter regras, necessitam seguir a legislação de Vias Terrestres e como tal são classificadas conforme o artigo 20 do Código de Trânsito Brasileiro. Caso não siga as regras poderá ser uma multa.

O Código Brasileiro de Trânsito (CBT) é soberano e se aplica a todos os lugares. Se um morador se sentir prejudicado ou vir uma infração, deve chamar a polícia, e não o síndico. Só depois da verificação da autoridade é que podem ser tomadas medidas como uma advertência ou multa por parte do condomínio.

Estacionamento
Segundo o Artigo 181, os veículos não podem ser estacionados a menos de cinco metros do bordo do alinhamento da via transversal. Ou seja, a menos de cinco metros de uma esquina. Também não podem ser parados carros em frente a guias rebaixadas e o estacionamento deve ser no mesmo sentido da circulação da rua.

Placas
Dentro de um condomínio podem ser usadas placas fora dos padrões descritos no CBT, já que trata-se de uma área particular. Desta forma, o condomínio pode contratar fornecedores de acordo com a própria conveniência.

Velocidade
Sobre a velocidade máxima, os limites máximos de velocidade permitido pelo CTB são definidos em função da Classe da Via e são os seguintes:
80 km/h, nas vias de trânsito rápido:
60 km/h quilômetros por hora, nas vias arteriais;
40 km/h, nas vias coletoras;
30 km/h, nas vias locais;
20 km/h, nas vias locais com lombadas;
10 km/h, nas vias particulares.

Visitantes
Quanto a permissão de acesso de visitantes, somente deverá ser permitida se o mesmo apresentar na portaria suas habilitações, pois no caso de passivo dentro de um condomínio, com um motorista desabilitado poderá gerar enormes problemas a gestão .

Apesar desta série de regras, não é raro encontrar, dentro dos condomínios, pessoas cometendo infrações de trânsito, sendo os temas mais comum: menores dirigindo (carros, motocicletas, quadrículos etc.), excesso de velocidade, estacionamento irregular, não uso do cinto de segurança, entre outros. A sensação é de que as leis de trânsito não são aplicadas dentro de um condomínio por ser uma propriedade particular, o que, esclarecemos não ser verdade!

Como atrair mais moradores para a assembleia de condomínio?

As reuniões de condomínio na maioria das vezes são compromissos um pouco rejeitados pelos moradores, a não ser que seja de algum assunto de extremo interesse. Por causa disso, resolvemos dar algumas dicas para atrair de maneira mais eficiente os residentes para as tão rejeitadas assembleias.
É muito importante que durantes essas reuniões estejam presentes o maior número de domiciliados possível. As Assembleias Gerais Ordinárias são as mais importantes, pois nelas são discutidos os temas significativos para o condomínio, como por exemplo: a eleição do síndico, aprovação orçamentária e outras questões.

Cabe ao síndico motivar os residentes a irem nas reuniões, com o intuito de aumentar a participação dos moradores, fazendo assim com que as medidas satisfaçam a maioria. Separamos algumas dicas que podem auxiliar na busca do aumento da participação dos moradores nas assembleias:

1.Faça uma votação para escolher a data e horário da reunião, leve em consideração as agendas dos moradores, escolhendo dia e hora positivos para a maioria.

2. Crie uma pauta com todos os assuntos que deverão ser tratados na reunião. Misturando assuntos mais importantes e mais sérios com outros que atraiam mais o interesse dos residentes com o maior nível de descontração e clareza possível.

3. Coisas com pouca relevância não devem ser discutidas nas reuniões, fazendo com que elas sejam mais curtas, eficientes e menos cansativas.

4. Tente preservar um clima de amizade entre os moradores, pois criando um ambiente amistoso, fica mais fácil contar com a adesão dos moradores nas reuniões.

5.De maneira gentil, tente manter o controle no decorrer da reunião. Peça aos moradores que evitem conversas paralelas e que desliguem os telefones.

 

Com essas considerações, agora você já sabe como fazer uma reunião de condomínio mais atrativa, esperamos ter ajudado a melhor conduzir a questão das assembleias e do nível de participação e envolvimento dos moradores nelas. 😉

 

Construtoras investem em condomínios sustentáveis

Certificações ambientais deixam taxa de condomínio até 20% mais em conta.
Rio – Incentivadas pelos certificados ambientais, documentos concedidos a empreendimentos ecologicamente corretos, a opção das incorporadores por construções sustentáveis aos poucos se torna tendência no mercado imobiliário. Isso porque os condomínios verdes, ou certificados, têm taxas condominiais com desconto de 20% em média.

Na tentativa de atrair cada vez mais clientes com preços mais em conta, as construtoras têm investido nas práticas que possam garantir os selos ambientais Leed, Aqua e DGNB, que chancelam os empreendimentos que consumiram menos matéria-prima na construção. As certificações apontam ainda os condomínios que contribuem para a redução do consumo de água e energia.

Entre as medidas mais aplicadas pelas empresas estão a instalação de sistema de controle de fluxo de água em torneiras, pias e sanitários, além da captação de água da chuva para reutilização. No quesito energia, para atingir padrões consideráveis da economia, as incorporadoras costumam instalar equipamentos de automação, sensores e válvulas que reduzem consumo.

Geraldo Victor, gerente geral de Gestão Condominial da administradora Apsa, explica que a adaptação de um edifício às normas ambientais é um investimento de longo prazo. “Os condôminos dos empreendimentos verdes economizam especialmente nas contas de água e luz. O imóvel ainda é bem valorizado em caso de revenda”, acrescenta.

O vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-Rio), Leonardo Schneider, explica que ainda há muito espaço para os imóveis evoluírem. “Você nota esse crescimento mais em prédios novos e, principalmente, corporativos. Porém, com a crise, creio que as incorporadoras não estão dando a importância que o tema necessita”, opina.

Mercado aposta em residenciais com hortas

Outras formas de incentivo ao verde têm surgido nos empreendimentos, como maior investimento em áreas verdes e até a criação de hortas. O residencial Cenário da Montanha, que está sendo construído em Itaipava, na Região Serrana, terá espaço para cultivo. “Dentro da proposta de sustentabilidade, o empreendimento terá uma grande horta para incentivar os moradores a plantar”, afirma Clara Navarro, gerente de Marketing da Rio Oito.

Outro exemplo de incorporadora que tem investido em certificações ambientais é a construtora Even. “A obtenção dos selos ambientais concretiza a posição que defendemos há anos em prol dos condomínios sustentáveis. Na ponta final, queremos trazer um maior bem estar para o proprietário, que ainda economiza em alguns custos”, explica Bruno Ghiggino, diretor da Even do Rio.

FONTE: O Dia

Saiba como negociar condomínio em atraso para não perder o imóvel

Número de ações na Justiça contra condôminos inadimplentes cresce no Rio. Acordo é a melhor saída.

RIO – Em tempo de desemprego em alta e falta de dinheiro, muita gente não tem conseguido pagar as contas, inclusive o boleto do condomínio. E não quitar essa taxa pode resultar na perda do imóvel. Com o novo Código de Processo Civil (CPC), as cobranças vão parar na Justiça rapidamente. E isso tem impactado no número de ações. De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), houve um salto de 3,59% no primeiro semestre deste ano, com 7.170 ações de inadimplências condominiais. De janeiro a junho, na cidade são 249 ações a mais que em igual período de 2017.

Como a tramitação judicial dessas ações são mais rápidas – cerca de 120 dias -, a saída é negociar para evitar que o imóvel vá à leilão. A melhor alternativa é tentar um acordo e apelar para o bom senso a fim de que tanto o condomínio perca a receita quanto o condômino vá parar em uma lista de devedores e ainda com risco de ficar sem o apartamento em questão.

“O condômino deve buscar o síndico e expor a situação e pedir um prazo maior para pagar a taxa em atraso. Há casos em que é possível parcelar a dívida em cheque ou em cartão de crédito”, alerta Leonardo Schneider, presidente do Secovi-Rio, sindicato da habitação.

Avaliação similar tem o advogado Neviton Daris, especialista em Direito Imobiliário. Segundo ele, o melhor caminho quando há atraso no pagamento das contas é tentar entrar em um acordo sem procedimento judicial.

“Não vale a pena propor ação de até três ou quatro meses de atraso, até porque acabará com acordo em juízo e, acordo por acordo, melhor fazer antes do que ter gastos com custas processuais”, afirma o advogado.

Schneider acrescenta que existem problemas, como desemprego ou de foro familiar que, resolvidos, permitem ao proprietário o pagamento da dívida. Mas ele adverte que quando a inadimplência é constante não há outra solução que não seja a via judicial.

“No novo CPC dívida de condomínio passou a ser título executivo. Por conta disso, o devedor é intimado a pagar em três dias”, complementa Daris.

Caso não ocorra a quitação do débito, o juiz pode determinar a penhora do próprio imóvel em questão. Persistindo a dívida, a unidade pode ser leiloada. “Nesse caso, do valor arrecadado com o leilão é retirado o montante referente à dívida e as custas, o que sobrar é entregue ao proprietário do imóvel”, diz Schneider.

Outros estados

Além do Rio, a inadimplência está em alta em outras estados do país. “E esses números tendem a crescer mais”, alerta Hadan Palasthy, especialista em compra de inadimplência em condomínios da Creditcon.

Levantamento da empresa mostra que a Bahia lidera a lista e apresenta 1.326 casos de inadimplências protocoladas no TJ-BA apenas em junho, mas comparando com o primeiro semestre de 2017, o estado nordestino teve aumento de 12,6% no acumulado de janeiro a junho.

São Paulo fechou o mês de junho com 1.019 ações protocoladas por inadimplência condominial. Quando comparado a maio, o aumento foi de 19,7%. No acumulado de janeiro a junho, a cidade, no entanto, teve redução de 2,9% nas ações protocoladas.

FONTE: O Dia